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A 1ª exposição a gente nunca esquece, certo Maria Rita Haddad?

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14 de fevereiro de 2020
Após 15 anos de pintura, ela estreia mostra individual e ainda promove a solidariedade

Edu Cerioni

Marilyn Monroe, Monalisa, as filhas Maria Fernanda e Maria Cláudia, flores, princesa e tantas outras inspirações aparecem nas obras expostas nesta quinta-feira (13) por Maria Rita Steck Moubada Haddad. Aos 61 anos e após 15 deles dedicados à pintura, enfim ela ganhou uma mostra individual. Rápida, de apenas uma tarde, e com telas até fora do cavalete, mas o suficiente para deixá-la radiante.

"Sou do signo de peixes e que ama todo tipo de arte. A pintura é um hobby que sempre me atraiu. Adoro pegar a tela branca, desenhar a lápis minhas ideias e depois ir pintando por cima, criando uma identidade visual própria, mesmo em releituras como uma que fiz em cima do 'Abaporu', de Tarsila do Amaral, ou da Monalisa, que parece estar olhando pra gente independente de lado", conta. Seu grande sonho é expor um dia em São Paulo. "Mas ainda preciso me aperfeiçoar muito".

Maria Rita produziu cerca de 200 quadros até hoje, todos óleo sobre tela. "Aquarela acho lindo, mas o óleo te dá opção de corrigir defeitos ou mudar os rumos do trabalho", explica ela, que trocou nos cinco últimos anos a pintura clássica por uma mais moderna, que disse lhe agradar mais e também ao marido, Miguel Haddad. O deptado federal foi prestigiar a exposição no Showroom Rosana Camargo, nesta quinta-feira (13).

Também as duas filhas passaram por lá. "A Maria Cláudia é mais parecida com o Miguel, toda árabe", diz, mostrando a obra inspirada nela (foto acima). "Já a Maria Fernanda é mais eu, um misto de italiano e alemão" (foto abaixo).



A pintora conta que nunca fez obras pensando em vendê-las, embora já tenha negociado algumas. Isso graças a sua irmã gêmea, Maria Margarida, que mora em Louveira. "A casa dela tem vários quadros meus e ela passou a ser minha melhor marchand", diverte-se.  Já suas professoras de pintura são Maria Helena Grillo e a filha Adriana.

Maria Rita doou quatro quadros ao Clube da Lady para que sejam leiloados e a renda revertida para a caridade. Também deu quatro ao São Vicente de Paulo, dentro da campanha de revitalização do hospital. "Ofereci para que vendessem, mas preferiram usar na decoração, o que me deixou feliz também". Uma obra que não venderia nunca, como revelou, é a da princesa Sofia, que conheceu no Museu Hermitage, na Rússia. "Fotografei, lá é permitido, e depois coloquei a minha visão. É meu quadro queridinho".

Formada em Direito mas sem nunca ter exercido a profissão de advogada, ela estudou Designer de Interiores e agora faz Paisagismo na Pró Arte Jundiaí, com Rosângela Maraldi. E ainda este ano pretende fazer algum curso on-line no Instituto Marangoni de Milão, Itália. Um de seus genros, Filipe Grassi - o outro é Francisco Alencar Junior -, vem fazendo cursos no exterior "e está amando".

"O conhecimento é algo que ninguém tira da gente", diz. Ela que por três vezes presidiu o Fundo Social de Solidariedade, lembra que criou vários cursos gratuitos para a população da cidade, todos com o objetivo de lhes abrir as portas do mercado de trabalho ou permitir um ganho cultural.

Veja mais fotos da exposição e entre no Facebook de Rosana Camargo para ver as obras que estão sendo leiloadas até 28 de fevereiro e ajude o Clube da Lady:   Fotos: Edu Cerioni
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