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clamo ao tempo

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26 de setembro de 2017
Por José Renato Forner

meu cansaço não cabe num rolex.

não é de relógio que estou falando. é do tempo que é antes e mais e depois da gente. o tempo que afasta pessoas e confirma caminhos. falo de um tempo que se impõe em revelações. um tempo que a cronologia da minha razão não entende. falo do tempo que ensina que a colhida independe da sua ansiedade. do tempo que te apresenta gente e ensina. tempos sem dormir e tempos de repouso.

clamo ao tempo. imploro a chronos. peço aos ponteiros. aos números.
se é que as coisas são assim. se é que as horas passam. se é que existe a colheita do seu plantio. daquelas sementes em terra fértil.

o que você plantou? que prédios construiu. que bandeiras levantou?
a terra era boa, fértil? as sementes realmente eram laranjas?

é o destino que te move os passos e os braços e lança a tua semente?

ou o tempo é uma historinha de relógio?

(meu cansaço não cabe num rolex...)

José Renato Forner é ator e escritor

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