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Jundiaiense mostra que origami é muito mais do que dobrar papéis

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19 de maio de 2017
Rita Foelker, que se dedica à arte há mais de quatro décadas, fala sobre os ensinamentos dessa tradição japonesa

Antonio Fornazieri Junior

A jundiaiense Rita Foelker se dedica a uma arte que muitos pensam se tratar de uma brincadeira, mas que, na verdade, encerra diferentes ensinamentos. Rita é uma entusiasta e praticante do origami, a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.

Origamista desde a infância, Rita nunca deixou de lado esta arte. “Em qualquer contexto, era sempre uma diversão, além de descobrir a alegria de fazer objetos e brinquedos com as próprias mãos”, diz ela, uma “autodidata” em origami.

“Por conta própria. Já adulta, eu me interessei pelos livros de origami. Não havia internet, como hoje. Lembro-me de que entrei na antiga Livraria Dom Quixote com um valor em dinheiro. Era um presente pra gastar como quisesse. Comprei um, muito bom, publicado pela Aliança Cultural Brasil-Japão e, a partir de então, nunca mais parei de querer aprender”, lembra ela, que é pesquisadora e estudiosa da Arte há mais de 30 anos.

Para ela, o origami é a arte de dobrar papéis, transformando em objetos bonitos – animais, flores, figuras geométricas complexas. “E muitas vezes, podemos fazer coisas úteis como as caixas, embalagens e envelopes muito originais.”

E o origami é um “parceiro” inseparável de Rita, que já mostrou sua arte em outros países. “Sou escritora, tenho livros sobre espiritualidade e educação, além de muitos infanto-juvenis publicados. Minhas viagens foram para dar palestras, cursos e seminários sobre diversos assuntos relacionados a eles. E o origami algumas vezes entrava no programa, especialmente quando eram eventos para famílias, educadores e crianças.

E mais do que simplesmente dobrar papéis para criar figuras e formas, o origami também fortalece valores humanos.  “Como diz o espírito Calunga, amigo espiritual com quem publiquei sete livros, ‘tudo é espiritual’. Não existe como separar o lado espiritual da vida de tudo que se faz, porque tudo envolve ética e intenção. O origami, para mim, está relacionado às minhas concepções de vida, ao desenvolvimento das inteligências, ao cultivo da boa convivência entre as pessoas. Além disso, fazer origami pode ser uma forma de meditar e se harmonizar interiormente.”

Dentro deste espírito, Rita dissemina o origami, ensinando-o para pessoas de todas as idades.

Se um grupo, uma ONG, uma escola desejar uma oficina com a Rita, que atualmente reside em Campo Limpo Paulista, é só contatá-la. “Estou no Facebook – tenho uma página chamada 'Vidas Inteligentes – Rita Foelker', onde é possível escrever para mim. E tem o email www.rfoelker@gmail.com.  Eu não vivo disso. Faço um pouco por prazer, um pouco por um ideal de educação. Produzi um livro pela Global Editora, 'Objetos Decorativos em Origami'. Ele possibilitou receber direitos autorais durante muitos anos. Ele não é mais publicado, mas ainda tenho alguns exemplares. Também produzi um livro que foi encomendado por uma editora europeia, para o mercado externo. Estou trabalhando em um segundo projeto, no momento, para essa mesma editora, com lançamento previsto para outubro. Mas sou escritora e trabalho principalmente com editoração, diagramação e revisão de texto”.

Entre os benefícios do origami, Rita destaca o desenvolvimento de capacidades mentais (atenção, concentração, imaginação, disciplina etc), capacidades motoras (coordenação visomotora), benefícios emocionais (desenvolve a calma, promove a alegria e a autoestima). “Quanto ao significado, no Japão, onde nasceu o origami, há dobraduras que encerram um simbolismo e que são empregadas em festividades e celebrações”, explica

Rita acrescenta ainda outras “riquezas” que o origami pode trazer para os praticantes. “Muitas pessoas, incluindo professores, ainda têm certa resistência a trabalhar com a dobradura. Acham difícil. O origami é um instrumento pedagógico espetacular, riquíssimo, ao qual vale a pena dedicar algumas horas de estudo. Assim como a leitura, também é um caminho para aproximar as pessoas, para enriquecer a convivência nas famílias, a relação pais-filhos. Dobrar papel é mais que uma técnica ou arte, é uma oportunidade de estar junto, de se conhecer e conhecer o outro, de aprender a cooperação e deixar o pensamento voar.”

 
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