Jundiaqui
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Poeminha safado

Jundiaqui
25 de julho de 2018
Por Cláudia Bergamasco

Chega de chororô, amor
Para que tudo isso?
Para que mentir?
Ninguém ganha com mentiras
Vamos jogar limpo
Abra seu coração grande para mim
A gente tem muito para viver
Explorar montanhas, vencer muralhas
E até cochilar nas nuvens
Do céu das nossas infâncias
Eu fiz este poeminha para você
Malversado e safado
Mas, me dê um crédito
Chega de quimeras
Eu vivo em fantasias, você sabe
Obrigada por me entender
Meu amor, ouça seu coração
Pergunte, reflita, aja, insista
Sinta a brisa do mar na sua cara
O sargaço
Escute o mar
Ele quer dizer para você onde você anda
Se você me ama, se você se ama
Se nos nós amamos
E, se é assim, porque resistir?
Porque deixar de insistir?
Porque deixar morrer na praia?
Um sentimento tão nobre...
Faz assim, não, minha amada
Deixa pra lá
Vem dançar comigo
Vem fazer amor comigo
Vem fazer a gente feliz que nem pinto na chuva
Deixa a chuva molhar seu corpo
Deixa eu te beijar molhada
No mar
Na chuva
No vento
No sol
Na montanha
Na sua casa
Não resista
Insista
A gente vale a pena
Joga fora esse orgulho besta
Perdoa com esse coração grande que só você tem
Larga mão
Deixa
Deixa
Deixa
Se você não deixar
Eu viro uma estátua
De sal
De açúcar
De mel
Só para você lamber
E se lambuzar
Se afundar em mim
E me amar
Deixa
Deixa
Eu ouço sua ansiedade antes de você chegar
Eu sei que minha presença te fará tremer
Mas, você sabe: você é meu tesouro, minha menina
No horizonte eu vejo teus olhos
Teus muitos olhos e olhares
Eu a conheço
Acalme-se
Deixa
Deixa
Deixa
Não me deixe implorar mais
Não deixe que o silencio seja o único eco a essas tão declaradas e rasgadas declarações
Volta para mim, minha amada
Ou
Vou citar Da Vinci e ir-me embora para minha casa:
“O que se vê, antes não era;
E o que era, não é mais”
Deixa disso
Deixa
Deixa.

Cláudia Bergamasco é poetisa
Jundiaqui
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