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Renata Sorrah sábado e domingo no teatro do Sesc

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3 de maio de 2019
"Preto" funciona como um espaço para dialogar sobre as diferenças, sobre o ouvir o outro

Espetáculo da Companhia Brasileira de Teatro chega a Jundiaí neste sábado (4) às 18 horas e no domingo (5) às 19 horas, propondo discussão sobre a coexistência das diferenças. "Preto" trata da tentativa desesperada de diálogo entre pessoas tão diferentes, negras e não negras, a partir de questões relacionadas à negritude. Vem com a atriz Renata Sorrah e jovens atores.

Criado em 2015, já cumpriu temporadas pelo Brasil e também foi encenado em Frankfurt e Dresden, na Alemanha, e em Paris, na França.

Comandado por Marcio Abreu, o espetáculo tem dramaturgia concebida por Grace Passô, Nadja Naira e pelo próprio diretor. O drama toma forma na fala de uma mulher negra em uma conferência que origina uma série de cenas curtas sobre as diferenças, algumas repetidas sob outros pontos de vista.

Logo no início, por exemplo, Renata chega atrasada a uma entrevista e, sem paciência, depara com uma pergunta um tanto ampla: “Me fale sobre você; como é ser você?”, indaga o interlocutor. Ela, branca e consagrada, recebe a questão de forma distinta daquela da artista negra e pouco conhecida. O estranhamento também vale para outras passagens. Em "Preto", a atriz Nadja Naira, branca, aparece como a empregada. Em outra parte, a atriz Cássia Damasceno, negra, rejeita a ideia de dançar um samba.

R$ 17,00 (inteira). Avenida Antonio Frederico Ozanan, 6.600, Jardim Botânico.

HELENINHA E NAZARÉ

Carioca, a atriz Renata Sorrah, 72 anos, estreou na Globo em 1970 na novela "Assim na Terra Como no Céu". Em quase 50 anos de emissora, brilhou em papéis marcantes em novelas de grande sucesso. O personagem mais lembrado é Nazaré Tedesco, a vilã de "Senhora do Destino". Veja papeis marcantes em sua carreira...

Nivea, em "Assim na Terra como no Céu"

Em 1969, Renata Sorrah fez sua estreia na TV, com "Um Gosto Amargo de Festa", na Tupi. Mas foi no ano seguinte que a atriz deu início a carreira na Globo com a novela "Assim na Terra como no Céu", em que interpretava a moça por quem o Padre Vítor, interpretado por Francisco Cuoco, se apaixonava e largava a batina. Na trama, Nívea morre antes de subir ao altar, no entanto, o sucesso com o público foi tamanho, que Dias Gomes, o autor, colocou alguns flashbacks mostrando a história da mocinha.

Lina, em "O Casarão"

Após ser catapultada para o sucesso com o público em "Assim na Terra como no Céu", Renata Sorrah obteve o reconhecimento também da crítica, mas dessa vez por seu trabalho em "O Casarão", de 1976, pelo qual ganhou o prêmio APCA de melhor atriz.

Carolina, em "Roda de Fogo"

Após alguns personagens interessantes como Leonor, na novela "Brilhante", que se casa com um homossexual por dinheiro, e também de um trabalho na Manchete, Renata Sorrah apareceu novamente na Globo no papel de Carolina em 1986. Segundo críticos, uma das melhores personagens de "Roda de Fogo", ela se casava com o maior inimigo do ex-marido para manter seu poder. O visual, que incluía ombreiras e trança com laço de veludo, virou moda na época

Heleninha Roitman, em "Vale Tudo"

Na novela de Gilberto Braga, Renata Sorrah deu vida à filha de uma das grandes vilãs das novelas, lembrada até hoje, Odete Roitman, vivida por Beatriz Segall, que odiava a própria herdeira. Em um papel marcante para a teledramaturgia brasileira, a atriz viveu uma polêmica vítima de alcoolismo. "É tão bacana, que até hoje as pessoas falam 'não dá para ir, porque eu já estou Heleninha'. Virou um adjetivo! Ela não conseguia vencer o vício e a doença dela. Ela era muito humana, era triste, mas eu amei fazer", disse durante participação no "Esquenta!".

Mariana, em "Rainha da Sucata"

Diretamente de 1990, Renata Sorrah deu vida a uma quarentona casta, bibliotecária e cinéfila, que caía na lábia de Renato Maia, interpretado por Daniel Filho, que só desejava tomar a herança de Mariana a fim de fazer frente a meia-irmã dela, Maria do Carmo, papel de Regina Duarte.

Pilar Batista, em "Pedra Sobre Pedra"

Os autores da novela desejavam Betty Faria para o papel de Pilar, mas foram barrados pelo poderoso Boni por conta da já forte relação da atriz almejada com a personagem Tieta. Foi então que a atriz mostrou-se persistente e ao lutar pelo papel e assumir a pele de Pilar, mãe de Marina, vivida por Adriana Esteves.

Zenilda de Holanda, em "A Indomada"

Em 1997, foi a vez de Renata dar vida à cafetina Zenilda de Holanda, dona do bordel que cuidava das meninas que lá trabalhavam como verdadeiras filhas. Com um visual bem marcante, ela foi mais um sucesso na carreira da atriz.

Natália, em "Pátria Minha"

Apesar de a personagem em si não ter obtido tanto destaque assim, na novela de Gilberto Braga, o papel de Renata Sorrah causou polêmica ao comprar uma cama de casal para a filha Alice, de 17 anos, vivida por Cláudia Abreu, após descobrir que ela estava namorando Nando, papel de Rodrigo Santoro.

Nazaré Tedesco, em "Senhora do Destino"

Quem não amou odiar a vilã Nazaré Tedesco em 2004? As cenas icônicas e a interpretação de Renata Sorrah deram à atriz o status de musa dos memes e a alçaram ao nível de ícone do entretenimento. Mesmo muitos anos depois do fim da novela, a personagem ainda é lembrada, especialmente nas redes sociais, inclusive internacionalmente. "Eu não sabia que as pessoas viam esses memes de Nazaré nos Estados Unidos, na Europa. Eu sei aqui no Brasil. Todo mundo fala, todo mundo vê e acha engraçado. Fui outro dia pra Curitiba e me falaram de uns advogados que têm uma página que usa a personagem. Acho ótimo isso, muito engraçado", comentou a atriz ao Ego. O autor Aguinaldo Silva já confirmou que em sua próxima novela, "O Sétimo Guardião", a personagem estará de volta à TV, só resta saber se interpretada pela própria Renata ou por outra atriz

Gláucia Beatriz Marra, em "Geração Brasil"

Em 2014, a atriz viveu a mãe interesseira do bilionário Jonas, papel de Murilo Benício, na novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira exibida às 19h.

Fotos: Divulgação/TV Globo. Fonte: BOL
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