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Leci Brandão põe o samba paulista na roda de conversa

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30 de agosto de 2019
Papo foi para fechar o Mês do Patrimônio e atraiu a diretoria do Refogado

O encontro com Leci Brandão passeou pela história do samba paulista como patrimônio cultural imaterial, surgida de uma proposta de sua autoria como deputada estadual. Chegou até Pirapora do Bom Jesus, uma ligação religiosa com Jundiaí, cidade considerada berço do samba, atraindo o pessoal do nosso Carnaval.

Patrimônio Cultural, segundo a convidada, é o conjunto de bens materiais e/ou imateriais que contam a história de um povo através de seus costumes, culinária, religiões, lendas, cantos, danças, rituais e festas, incluindo expressões materiais, espirituais e o meio ambiente natural. “É a herança do passado reapropriada no presente e transmitida para as gerações futuras”, afirma.

O Samba, nesse caso, abriga relações sociais nas quais subjaz a preservação da memória - herança da cultura negra e africana, sempre foi espaço de ressignificações culturais em solo brasileiro e espaço de luta e manifestação do povo. Considerando todas essas características, é um patrimônio fundante da cultura brasileira e paulista.

“Apesar das características em comum, o samba é um legado deixado por nossos antepassados de um modo específico, determinado pelas relações sociais e por fatores históricos diversos”, diz.

 

Em São Paulo, continua, o Samba surgiu durante o período de 1900 a 1930, a partir dos encontros dos negros trabalhadores das lavouras de café que festejavam o fim das colheitas e celebravam datas religiosas cantando e dançando ao ritmo de suas batucadas.

O município de Pirapora do Bom Jesus, do outro lado da Serra do Japi, tornou-se ponto de encontro de diversos grupos de negros procedentes de outras cidades do interior como Jundiaí, Campinas, Tietê, Piracicaba e muitas outras.

Estes grupos se organizavam em barracões, de acordo com suas respectivas cidades, e promoviam festas comandadas pelo som do bumbo, instrumento preponderante da época.

Foi a partir das trocas promovidas nesses encontros que o samba se consolidou como manifestação singular “e conquistou, com suas peculiaridades, São Paulo, o Brasil, o mundo”.

Esse patrimônio teve origem na cultura negra-africana e, posteriormente, passou a ser um legado da população paulista que merece ser protegido, preservado e, sobretudo, alvo de políticas afirmativas para que essa herança permaneça viva.

“Cumprindo fielmente o papel de resgate dos valores e tradições do nosso povo, é que declaramos o Samba como patrimônio cultural imaterial do Estado de São Paulo”, resume a autora.

O evento na Câmara teve participantes como o gestor de Cultura, Marcelo Peroni, o diretor de Patrimônio, William Paixão, e integrantes do Conselho Municipal do Patrimônio, de blocos como o Refogado do Sandi e de escolas de samba como União da Vila.



 
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