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Danilo Gentili diz que vai adorar se Jundiaí censurar seu filme

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27 de setembro de 2017
Ator veio ao Maxi Shopping para pré-lançamento de "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola"

Edu Cerioni

Um Danilo Gentili como você nunca viu te espera nos cinemas a partir de 12 de outubro, feriado nacional de Nossa Senhora da Aparecida. Mas não é nenhum anjinho que vai aparecer na telona, pelo contrário. Ele vai contrariar todas as regras de boa conduta em "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola". Bullying é pouco, a ideia é espalhar o caos mesmo, mas com um único propósito: divertir. E se for censurado em Jundiaí, como a peça "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", diz que será melhor ainda.

Se Danilo é ele mesmo em stand-up do teatro e comandando seu talk show de TV, agora ele interpreta um papel e se sai muito bem. Além de ator, é produtor e roteirista da comédia que teve pré-lançamento nesta noite de quarta-feira (26) no Maxi Shopping Jundiaí.



"Sempre apresentamos filmes antecipadamente para convidados e clientes do cartão fidelidade, mas agora é especial por ser a primeira vez que trazemos o ator", comemorou Silvia Orenga Sandoval, gerente de marketing do shopping, lembrando ser uma parceria com Moviecom Cinema e Paris Filmes.

Aplausos

Danilo Gentili foi embora antes de o filme acabar, mas se tivesse ficado iria adorar da reação dos convidados, que aplaudiram muito essa que é apenas sua primeira investida cinematográfica. Já tem outro filme em mente e isso fica explícito ao anunciá-lo em cena de "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola" - preste atenção em anúncio na traseira de um ônibus.

Como celebridade que se tornou, Danilo chegou em um Hyundai Azera com direito a motorista e segurança. Seis minutos atrasado, olhou a sala repleta de jornalistas e não teve dúvidas de pedir pra ir ao banheiro. Na volta, foi entrando nas selfies de alguns poucos fãs que o viram e até distribuiu um autógrafo no livro que inspirou o filme e foi censurado para menores de 18 anos na época do lançamento. "O que só aguçou ainda mais a curiosidade das pessoas", segundo ele contou mais tarde.



Tomou suco e comeu um salgadinho oferecidos pelo Maxi antes de encarar a entrevista coletiva. Foi apresentado e ganhou palmas. Não perdeu a a chance de ser politicamente incorreto: "Agora? Por que ninguém me aplaudiu na hora que desci do carro?".

Na sala, a parede exibe frase de Leonardo da Vinci: "Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende". Para Gentili, a única coisa que não cansa, não teme nem se arrepende é de fazer piada com tudo e todos.



Coxinha, bullying e censura

Gentili contou que o filme tem um diretor chato que proíbe até a coxinha no lanche, obriga que os alunos façam tarefas e cumpram obrigações clássicas e é nessa hora que Bernado (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel) encontram um diário e ali vão aprender com o Pior Aluno como provocar o caos na escola sem que sejam pegos. Esse diário pode ser baixado de graça na internet, lembra Gentili, avisando que em outubro vai lançar uma nova versão impressa, sem preço anunciado, com a mesma capa usada no filme. "Nessa cartilha de como ser o pior aluno tem muitas coisas que eu mesmo fiz", reconhece.



O ator contou que fez e sofreu bullying durante sua vida escolar e acha que ninguém morre por isso. "Era o 'Branquelo', depois quando fiquei careca e tomei muito sol virei o 'Rola'... As pessoas precisam se soltar mais. Quando você põe apelido é assim: se o cara não gostou, chora porque você vai pra cima mesmo. Se aceitou na boa, ganhou mais um amigo".

Questionado pelo JundiAqui sobre a polêmica envolvendo a peça teatral que mostra Jesus transexual e que foi vetada no Sesc, ele garantiu: "Não concorda, não vá ver. Censurar não pode. Se o juiz quiser proibir o filme, pode ficar à vontade, só vai aumentar o público. Se Jundiaí não tivesse feito isso com a peça, garanto que não faria tanto sucesso como agora".

Como se fosse um filho

Danilo deu entrevista ao lado do diretor Fabrício Bittar e a dupla disse que "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola" é diferente de todas as comédias nacionais e que a inspiração vem da "Sessão da Tarde" dos anos 80. Mas não é da Globo que vieram outros atores, mas sim de outras TVs, como Fábio Porchat, Moacyr Franco e Carlos Villagrán, da série "Chaves".

"Fizemos uma lista de coisas que o filme deveria ter, como brigas, perseguição e explosão de carro, e está tudo lá. Só não conseguimos colocar um cavalo dentro de uma festa", divertiu-se o diretor.

Gentili definiu o filme como um filho: "Cuidei de tudo, nos detalhes, o tempo todo me esforçando. Como produtor e roteirista foi uma dor de cabeça diferente da outra. E como ator, a edição salvou".

Veja mais fotos da entrevista coletiva...



Fotos: Edu Cerioni

 

 
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