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Bolo, tradição e escolha

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17 de dezembro de 2017
Pelo chef Manuel Alves Filho

Este bolo protagonizou meu café da manhã de hoje. Eu o fiz ontem à noite. É um pão de ló recheado com doce de leite e ameixa. Produto de cozinheiro, não de confeiteiro. Alguns dirão que se trata de uma preparação antiga e brega. Afinal, hoje temos receitas modernosas, de alto valor estético e que frequentam as melhores mesas, além de sites e páginas de redes sociais. É uma forma de ver as coisas. Eu enxergo de outro modo.

Bolos como este marcaram minha infância. Quando era criança, as festas de aniversários eram todas artesanais. Os pais é que produziam as comidas e bebidas, providenciavam a decoração da casa e, claro, faziam o bolo. Não se terceirizava nada, muito menos a escolha da alimentação dos filhos. Enquanto tomava o café da manhã, eu me lembrava da agitação que antecedia esse tipo de comemoração lá em casa.


Eu ajudava a embrulhar as balas de coco, a enrolar o brigadeiro e o cajuzinho, a encher os balões de gás e a preparar o ponche sem álcool, que era servido aos pequenos. Definitivamente, receitas como a deste bolo não são ultrapassadas. São clássicas, pois encerram em si afetos e memórias que uma preparação da moda dificilmente poderá representar.

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