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Permita-se usufruir dos arrepios delirantes das Cervejas Artesanais

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12 de agosto de 2017
Guia Prático do Prazer chega em novo capítulo com Tiago Ribeiro

No capítulo anterior, etílico leitor, versamos sobre um dos prazeres mundanos, qual seja, os botecos locais que alegram e dignificam nossa pequena e miserável existência. Pois bem, desta feita trataremos de outro assunto, parte do primeiro, porém distinto – as cervejas artesanais e bons locais para apreciá-las.

Você já percebeu, sagaz companheiro, que houve uma proliferação de bares (e lojas e mercados e empórios) que trazem larga oferta de cervejas diferentonas, ditas artesanais, pois sim?? Sim!!, Graças ao BOM DEUS!!!

Mas o que são, como e onde são feitas as ditas cervejas artesanais?
(Cabe aqui mais um pequeno e emputecido parênteses – pare de chamar cerveja artesanal de gourmet. Pare de chamar pão artesanal de gourmet. Pare de chamar pizza, água, ar de gourmet, por misericórdia.)

Grosso Modo, cervejas artesanais são aquelas produzidas em menor escala, com mais cuidado e carinho pelo geralmente barbudo mestre-cervejeiro. Há centenas de ótimas micro-cervejarias nacionais, que têm grande cuidado com toda sua cadeia de produção, começando evidentemente pela criteriosa seleção dos ingredientes básicos da bebida – água, malte, lúpulo e levedura.

Driblando as dificuldades tal qual um Garrincha contra algum João (boleiros entenderão), estas pequenas cervejarias brasileiras – algumas delas hoje nem tão pequenas assim, inclusive várias adquiridas por grandes grupos cervejeiros, há tempos de zóio neste mercado de ‘cervejas especiais’ - ocupam hoje lugar de destaque no cenário global de microcervejarias.



‘Mas o que é que eu ganho com isso, e por que essa frescurada toda de cerveja artesanal?’, pergunta-me tu. Dirlhe-ei em poucas palavras, como profetizaria nosso líder Temer, o Michel. Ganha tu, ganha eu, ganhamos nós, brahmeiro amigo. Ganhamos em diversidade, em quantidade e, sobretudo, em qualidade. Beber menos, mas beber melhor. Essa é a onda, e ela está passando logo aqui, bem diante de nossos narizes. Pega sua prancha!!

‘Mas não entendo nada de cerveja o que devo pedir no bar???’
A vida é muito curta pra se preocupar com isso e, ademais, onde está escrito que você TEM DE entender de cerveja para BEBER cerveja? Levante o dedo e chame o garçom de plantão que ele pode te dar uma dica boa do que beber, respeitando seu gosto e suas preferências. E aí você vai provando, vai curtindo, e nesse ‘acerta-e-erra’, o barato é justamente esse, a viagem, o caminho, não o decorar de regras e fórmulas, números e letras, bebida não é trigonometria, o xanty é o percurso, é a diversão de ir por caminhos lindamente pedregosos, my brother!

E sabe qual a melhor parte? Aqui na Terra do Japi temos ótimas opções pra provar geladas especiais, e eu, sem dó nem piedade, vou dar algumas dicas de onde molhar os beiços com boas geladas

Franz Alimentos– Originalmente uma casa de carnes, a loja localizada no Beco Fino foi uma das primeiras, senão a primeira da cidade, a trazer cervejas importadas, quando o então grande presidente Caçador de Marajás abriu as importações. Além de GRANDE figura, literalmente, Celsão, o proprietário, oferece cervejas especiais, nacionais e importadas, que podem ser consumidas ali, durante o horário de funcionamento da casa, em mesas ou em banquetas tipo bistrô, acompanhadas de petiscos, porções e pratos feitos na hora.



The Beer Market – A casa, localizada no Unit Mall, revolucionou o conceito de bar de cervejas especias na cidade. Comandada pelo jovem Guilherme Rossi, um premiado e competentíssimo beer sommelier, o TBM sempre prezou pela criteriosa seleção de cervejas oferecidas. São centenas delas, para levar pra casa ou beber ali mesmo, no balão ou nas diversas mesas, de preferência nas noites de boa música ao vivo (dá um Google aí e consulte a programação). Além das garrafinhas e garrafões, o TBM tem excelentes torneiras de chope, que sempre mudam – o que é maravilhoso, porque a cada semana o passeio é diferente.



Jobim – Também localizado no Beco Fino (em frente ao Franz), o Jobim é um barzão muito bem montado, com cervejas ‘de giro’, mas também com ótima oferta de cervejas especiais, várias delas ‘na torneira’. Tem cardápio extenso e bom atendimento, e merece a visita.

Urban Tap House – A mais nova casa da cidade dedicada às cervejas especiais. Ambiente moderno, boa música e cardápio enxuto, mas destaque absoluto para as MAIS DE 20 TORNEIRAS DE CHOPE ARTESANAIS, algo absolutamente inédito por estas bandas e digno de palmas de qualquer bebedor com vergonha na cara. Vá conhecer!



Giffa Cervejaria – A ótima microcervejaria jundiaiense tem também um simpático bar anexo a fábrica, que funciona as quintas, sextas e sábados, com seus produtos fresquinhos ali nas torneiras. Fica no final da rua Cica, e merece muito uma visita.

Vá, experimente, surpreenda-se com novos aromas, novos sabores, brinque com seus sentidos, seu paladar. Há vida além da Skol, acredite!! A graça da vida é essa! Seja feliz!! Saúde!!

Se dirigir não beba, se for beber me chame!!! Use táxi ou Uber! Não seja mala, não chame o garçom de amigão nem peça saideira, CARALEO!!! SAIDEIRA é algo que se faz por merecer, que se conquista, não é algo pra se pedir.

Obrigado, de nada.

Tiago Ribeiro é jornalista e sommelier formado pela ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), FISAR (Federazione Italiana Sommelier Albergatori e Ristoratori) e WSET (Wine and Spirit Education Trust)
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