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Baile do Havaí: uma noite de fantasia

Jundiaqui
31 de janeiro de 2019
Por Guaraci Alvarenga

A ideia lançada há mais de quarenta anos pelo Clube Jundiaiense, que comemora 75 anos de presença marcante na cidade, o Balie do Havaí resiste aos modismos e consegue reunir e encantar, em uma só noite, pessoas de terra e de mar, de todos os amores e de todas as idades.

A concepção original se alinhou ao sonho real. O cenário, a sua majestosa sede de campo. O palco envolvente, o seu belo parque aquático. A natureza exala o verde frescor ao seu redor. Frondosas palmeiras e desalinhados coqueiros. Tal qual um magnifico lustre suspenso, ao teto do céu coberto de estrelas, a formosa lua espalha seu reluzente clarão sobre a decorativa paisagem.

A agradável música dança no ar e toca os sensíveis corações apaixonados. As coloridas flores forram o azul ao redor das piscinas e as cestas de frutas tropicais ornamentam o encanto do festivo ambiente.

O gigantismo da festa encontra o seu deleite. Toneladas de frutas tropicais. A bebida regada no verde coco e no apreciado abacaxi. Sucos naturais afrodisíacos. A luz do brilho da decoração reflete-se rica e mística.

Gente bonita. Gente prazerosa. Mulheres soltas em vivas cores e sensuais sarongues. Homens de calças brancas e camisas estampadas. Colorido voluptuoso, que empolga até os menos avisados. Verdadeira ilha da fantasia.

Passam-se os anos, mas nada tira o fascínio desta noite iluminada.  Alegria, entusiasmo e romantismo. A cada festa, uma superação.

Uma só orquestra não bastava. O espaço se encurtava. A procura se multiplicava. O show do momento: Ivete Sangalo. A doce companhia dos amigos.

A verdade é que a festa extrapola seu limite clubístico e mexe com toda a cidade. O comércio tem sua bolha de consumo. Os salões de beleza se preparam para as horas extras. O acontecimento alcança a mídia, em todos os setores.

O acesso bem controlado e patrulhado. O investimento é alto, mas o retorno se garante nos orgulhosos associados e nos encantados convidados.

Temos que destacar que as diretorias que se sucederam e nenhuma delas deixou de dar o tratamento digno a que chegou a magnitude do evento e o que este representa para o Clube Jundiaiense e para a cidade de Jundiaí. Festival de luzes, cores, brilhos e fantasias.

Gerações e gerações de jundiaienses ali marcam presença. Muitos olhares se cruzam. Beijos são roubados. Abraços lascivos se confundem. Ternura de mãos calorosas se tocam, não há como resistir. Sente-se a suavidade do perfume quente que paira no ar.  Ah!, ainda se gravam as doces lembranças, que a mão do tempo não consegue apagar.

Como na filosofia de um famoso provérbio italiano: Não vamos dar valor à vida tarde demais. Por que não festejar enquanto se pode? Brindemos o amor. Tim-tim, saúde gente!

Guaraci Alvarenga é advogado
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