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“Raul” com Zé Renato e a banda de Danielzito é pauleira e emoção

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2 de maio de 2019
Pegada contestadora e mística do ídolo é levada por jundiaienses ao palco do Sesc

Edu Cerioni

Raul Seixas foi embora muito cedo, com menos de trinta anos de carreira e que foi encerrada há trinta anos. Sorte a nossa, deixou aberto seu baú encantado de histórias com 21 discos e, mais impressionante ainda, as moscas a zumbizarem eternamente por aí. José Renato Forner e Danielzito são duas delas.

Quanto mais o tempo passa, mais fãs o maluco beleza ganha. E isso ficou provado no espetáculo "Raul", sábado (27), com crianças na plateia - claro que ao lado de vovôs. É difícil definir em palavras a emoção daqueles 90 minutos no Teatro do Sesc Jundiaí. Fácil foi ver nos rostos de todos a certeza de que Raul nos toca.

Zé Renato foi narrador de histórias ou se transfigurou em Raul, em pé, sentado ou deitado se fingindo de morto, com cigarro na boca ou deixando sair dela mais que palavras e cuspes, um pouco de sua razão e muito de seu coração. Como um Durango Kid, atualizou o ídolo sobre os 80 tiros dados pelo Exército em inocentes no Rio, com direito a bandeira do Brasil furada de balas, listou operações como Lava Jato e tantas outras, bradou contra o extermínio dos índios. Foi irônico quando preciso e emocionou quando quis.

A leitura das leis de Raul arrepiou a plateia, que foi logo dizendo junto que "todo homem tem direito de pensar o que quiser, de amar a quem quiser, de viver como quiser... direito de pensar e de amar". E como amamos Raul e Zé naquele momento mágico!

Se Zé deu seu recado em alto e bom som, Daniel Tavares, o Danielzito, e a Rock Seixas fizeram chover, com direito a raios e trovões em "Medo da Chuva". Todo o tempo do espetáculo foi entremeado por atos e palavras de Zé Renato e músicas resgatadas com maestria por esse que é mais que um cover de Raul, que é uma figuraça.

Braços abertos, Danielzito regeu um coral de quase 200 vozes em muitos momentos. E aqui cabe um protesto: muita gente comprou o ingresso baratinho e não foi lá ver. O Sesc anunciou bilhetes esgotados e, lamentavelmente, uma galera ficou de fora mesmo com mais de 30 lugares vazios, um pecado para tão bom espetáculo.

Foi algo assim: Zé vinha e falava de corrupção para a banda atacar de "Abre-te Sésamo", aquela do "Ali-Baba e os quarenta ladrões", ou "mamãe não quero ser prefeito".

Teve a parte Raul menos rock e mais baião, teve canto a capela por Danielzito, teve solo de guitarras e outras boas surpresas. Uma delas foi a RRR, a Rádio Raul Rock. Zé Renato era o apresentador e os fãs podiam fazer pedidos. Logo entrou em cena o Grilo (instrumentista da banda que se passou por ouvinte) pedindo uma música de Tetê Spindola, bem tocada diga-se de passagem. Outro ouvinte na linha e o mesmo Grilo novamente fez seu pedido, agora de Alcione. Começa a rolar o samba pra alguém da plateia chacoalhar o teatro com o impagável grito de "Toca Raul!!!", repetido por todos.

Aqui fotos de quem foi conferir a peça e algumas do espetáculo que merece ser repetido mais vezes. Claro que rolou tudo o que os fãs esperavam, como "Sociedade Alternativa",  "Gita", "Eu nasci há dez mil anos atrás", "Aluga-se" com a banda que contou ainda com Tchelo Monteiro, o próprio Grilo, Rebite, Leandro, Gustavo e Ronaldo. A produção de arte é de Danielle Cabral...

Fotos: Edu Cerioni
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