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Árbitro de vídeo é oficializado. E agora, José?

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11 de março de 2018
Rafel Porcari debate: será essa a grande modificação no futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do chamado “esporte bretão”, a International Board, a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da Fifa (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantino), aprovou a maior mudança do século XXI. Foi no histórico 3 de março de 2018 que se decidiu por uma das 3 maiores alterações da história desse esporte, sem sombra de dúvida: a introdução oficial do Video Assistant Referee, o VAR, até então adotado em caráter experimental.

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (a Fifa anunciará seu uso ou não dia 16 de março, embora a tendência é a de confirmação), o certo é que o índice de acerto das decisões do árbitro de vídeo nos 20 países que usaram tal sistema foi alto. O Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando.

O VAR será acionado pelo árbitro central ou vice-versa nos seguintes lances duvidosos:

1- Confirmação ou não de gol;

2- revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- decisão de cartão vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não os ter identificado.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas, claro. Mas a história seria outra se tivesse o árbitro de vídeo em Copas passadas... Imagina se existisse isso em 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo para fora da grande área na não marcação do pênalti para a Espanha no mata-mata da semifinal) ou em 2002 (quando a Bélgica teve gol anulado quando ainda estava 0x0), será que seríamos pentacampeões mundiais? E na Copa de 1986, como ficaria a incrível Argentina de Dom Diego Maradona e sua “Mão de Deus”?

Ao contrário disso, imagine: quantos títulos a mais como campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Juniors.

Alô, alô

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a Fifa foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores, o que é ótimo.

Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim, viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões, porque de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações/confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR no mundo do esporte - quer dizer, só ele e mais os gandulas.

As 3 mais

Disse que o VAR é uma das 3 maiores modificação das Regras do Futebol, sendo as outras a introdução dos cartões amarelo e vermelho (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e, penso ser a maior da história, a criação da figura do ÁRBITRO, isso em 1868.

Diferente de hoje, o juiz ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes, que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo.

Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos.

Em 1881, enfim, o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, ser decidido por um acordo de seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

Rafael Porcari é professor, comentarista esportivo e consultor sobre arbitragem

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