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Basquete: segundo esporte do Brasil?

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21 de novembro de 2017
Por Luis Cláudio Tarallo

Uma declaração muito motivadora para os apaixonados do basquetebol foi dada pelo presidente da LNB (Liga Nacional de Basquetebol), João Fernando Rossi, que disse que o grande objetivo da entidade é transformar a modalidade na segunda mais importante e valiosa do país.

Quem acompanha o esporte sabe que atualmente o voleibol ocupa esta posição, tendo sido brilhantemente administrado no início dos trabalhos tendo à frente da confederação da modalidade Carlos Arthur Nuzman - hoje preso por suspeita de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016 - e além é claro de todos os dirigentes, técnicos e atletas envolvidos no processo.

Esse objetivo de Rossi vale uma grande reflexão, porque no mundo, com certeza, o basquete ocupa esta segunda cadeira e tem mais status que o vôlei.

A evolução da NBB, pela qualidade apresentada a cada ano, abre realmente uma grande perspectiva de alcançar os grandes objetivos de Rossi, todavia algumas situações precisam ter uma reflexão mais aprofundada para que haja êxito nesse projeto.

Na crise que Confederação Brasileira de Basquete (CBB) se encontra, com todas as dificuldades financeiras, ainda assim ela apostou todas suas fichas no técnico croata Aleksandar Petrovic no comando da seleção masculina, acreditando que um técnico estrangeiro possa ser o grande salvador da pátria da modalidade, fato contestado pela grande maioria dos envolvidos com o basquetebol no país.

A CBB ainda deixa dicas que fará o mesmo no feminino, fato contestado por muitos, uma vez que deixará de investir naqueles que realmente fazem o basquete no Brasil (clubes, técnicos...).

Outro dado que merece atenção é a queda no número de jogadores brasileiros que participam da maior liga de basquetebol do mundo, a NBA, pois este ano temos apenas cinco: Nenê, Felício, Raulzinho, Lucas Bebê e Bruno Caboclo, sendo que eram nove jogadores em 2016. Isso deixa a dúvidas em relação ao surgimento de novos craques...

O feminino, com o afastamento de tantos treinadores que contribuíram muito na construção da modalidade, de equipes e dos patrocinadores, tem a esperança de melhores dias no brilhante trabalho e na luta da LBF (Liga de Basquete Feminino) e das federações, como a paulista, que buscam saídas importantes e interessantes para o ressurgimento da modalidade.

Embora o caminho a ser perseguido seja árduo e intenso, nos resta apenas aguardar e torcer para que a modalidade consiga evoluir e alcançar o posto que nunca deveria ter deixado de a número dois do Brasil - nada mal no país do futebol.

Luis Cláudio Tarallo é técnico de basquete



 
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