Jundiaqui
Jundiaqui

Cadê a evolução, Felipão?!

Jundiaqui
6 de fevereiro de 2019
Por Marcel Caprtetz

Aprendo a cada dia estudando e analisando futebol que não há certo ou errado. E até o jogar bonito e o jogar feio são relativos. Vai depender do gosto. Do ponto de vista. O cumprimento da lógica pura e simples do jogo dita que você deve fazer mais gols que o seu adversário. E isso pode ser atingido de diversas maneiras.

O Palmeiras foi campeão brasileiro no ano passado com muitos méritos. O técnico Luiz Felipe Scolari foi cirúrgico e perspicaz em diversos pontos. Fora de campo trazendo paz, confiança e segurança para os atletas. E dentro das quatro linhas implementando ideias simples de jogo. Ideias de fácil assimilação, que com muita conversa e pouco treino podem ser aplicadas.

O Verdão se defendia, e ainda se defende, sempre com muitos jogadores - de quatro a seis jogadores atrás da linha de bola. Dessa forma, dificilmente você vai levar contra-ataque, por exemplo. Para atacar, o padrão de comportamento é a verticalidade, o ataque direto e rápido. Está com a posse? Bola longa para o centroavante disputar a primeira bola e gerar alguma situação para os jogadores que vêm de trás. E como o Palmeiras conta com jogadores de altíssimo nível, como Dudu, Bruno Henrique, William (machucado) e agora Ricardo Goulart, isso pode funcionar muito bem. Como já funcionou no ano passado na conquista do título nacional. E pode continuar funcionando.

O ponto, porém, é a falta de repertório da equipe. É claro que não tenho a pretensão de achar que Felipão, no auge dos seus 70 anos e já com um currículo extremamente vitorioso, vá trazer para sua equipe conceitos como terceiro-homem, viajar junto, mobilidade, amplitude e outros tantos que compõe o jogo de posição de Pep Guardiola. Ou então importar o gegenpressing de Klopp, que une pressão, pressing, temporização e outros conceitos para atacar o contra-ataque rival. Mas acredito que esse Palmeiras pode mais.

Para situações de desvantagem no placar, como contra o Corinthians no final de semana, aliada a desvantagem emocional como contra o Boca Juniors na Libertadores e Cruzeiro na Copa do Brasil, ambas no ano passado, o cruzamento na área não pode ser a única opção.

Insisto que não há certo ou errado no futebol. O Palmeiras jogar simples e objetivamente tem muito valor, sim senhor. Entretanto vejo uma equipe de futebol como algo sempre em construção. Em evolução. E se não há crescimento há queda. O mais do mesmo no futebol é perigoso porque seu adversário está crescendo e está te estudando. A estagnação no jogar é o primeiro e mais crucial passo para a queda.

Marcel Capretz é jornalista esportivo

Foto: reprodução Facebook
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Fagotista Fábio Cury será o solista do concerto deste sábado

A Orquestra Municipal de Jundiaí se apresenta de graça no Polytheama

Vulcões ativos 

Que jogue a primeira pedra quem afirma não ter “buracos na alma” provocados por esse ou aquele acontecimento, indaga Cláudia Bergamasco

Filme com a garotinha Flávia Martins estreia em setembro

“Divórcio”, uma comédia romântica, tem a jundiaiense no papel de filha do ‘rei’ e da ‘rainha’ do tomate

ROTA 66 (crônica de aniversário!)

Por Wagner Ligabó
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.