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Cadê nossa identidade?!

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4 de outubro de 2017
Por Marcel Capretz

O futebol brasileiro se caracterizou por jogar ofensivamente. Pra frente! Buscando o gol. Buscando jogar bem e com beleza estética e técnica na execução dos movimentos. A eficiência de Pelé, a destreza de Garrincha, o fenômeno de Ronaldo, a genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Isso fez o mundo do futebol reverenciar quem vestia a camisa canarinho. Se criamos esse conceito de jogo admirado por todos, por que nossos times atualmente não gostam de ter a posse de bola? Por que temos mais defesas sólidas do que ataques estruturados e envolventes? Em meu ponto de vista, amigo, passamos por uma grave crise de identidade.

Há vários estudiosos do nosso futebol argumentando sobre a relatividade de ter ou não a posse de bola em função do placar do jogo. É óbvio que quanto maior a posse maior a chance de marcar um gol. Mas quando um gol acontece qual a postura dos nossos times? Se retrair, dar a bola para o adversário. Desculpe, mas não é isso que prega, ou que sempre pregou, nossa cultura. Ou até mesmo Pep Guardiola, que inúmeras vezes disse que inspirou seu modelo de jogo nos picos de performance que a seleção brasileira teve. Os times de Guardiola marcam um gol e continuam tendo a posse de bola. Continuam agredindo o oponente. Fazem um, mas querem marcar mais gols, quantos forem possíveis. Porque isso está no modelo de jogo, na estratégia, na mentalidade.

Por outro lado, nossas equipes quando marcam um gol se fecham porque têm medo de tomar o empate. Não entendem que o melhor jeito de confirmar a vitória não é se defendendo após estar em vantagem e sim marcando mais gols para ampliar essa superioridade no placar e assim aniquilar de vez o adversário.

Entendo o ambiente de instabilidade dos técnicos brasileiros, a suposta falta de talento nas categorias de base, já que nosso futebol de rua e tudo de bom que ele traz para a formação motora e técnica dos jogadores, caiu drasticamente, mas falo aqui de ideias de jogo, de mentalidade protagonista, de seguir o que nossa tradição manda. Até porque instabilidade por instabilidade, Carlos Ancelotti foi demitido do Bayern de Munique nesse início de temporada européia.

É mais fácil destruir do que construir. É mais fácil criar sub-princípios defensivos como compactação, cobertura, recuperação, retardamento, do que sub-princípios ofensivos como amplitude, mobilidade, ultrapassagem, profundidade. Pensamos aqui que na frente o craque resolve. O talento decide. Não precisamos de organização ofensiva, treinamentos, etc. Ok. Com esse pensamento, temos que nos contentar com a qualidade ofensiva dos jogos do Brasileirão. Você está satisfeito? Eu não!

Marcel Capretz é jornalista esportivo

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