Jundiaqui
Jundiaqui

Como falar de complexidade com a euforia por Daniel Alves?!

Jundiaqui
11 de agosto de 2019
Por Marcel Capretz

Como colocar pontos de interrogação na cabeça do torcedor do São Paulo sendo que inúmeros pontos de exclamação foram apresentados nos últimos dias?! Longe de mim querer ser estraga prazer. Até porque nem é o caso, já que considero excelentes as contratações de Daniel Alves e Juanfran. Agora, entre ter jogadores excelentes no grupo e ter uma equipe sólida capaz de vencer campeonatos há um longo caminho a ser percorrido, mesmo com a vitória deste sábado (10) em cima do líder Santos.

É contra-cultura aqui no Brasil falar sobre conceito de times, equipes e sistemas. Por mais que o futebol seja um esporte coletivo, nossa história se moldou pelas individualidades. Até certo ponto fomos bem sucedidos neste formato. No futebol antigo, o talento resolvia. Ganhamos Copas do Mundo assim. Hoje, entretanto, se o craque não for potencializado por tudo que a prática da teoria da complexidade traz de nada adiantará o talento individual.

Caberá ao técnico Cuca criar relações técnico-táticas e humanas nesse grupo do São Paulo. No futebol, a soma das partes não representa o todo. Ou seja, simplesmente colocar bons jogadores juntos não significa ter um jogo de qualidade. Quantas vezes vimos equipes com jogadores apenas razoáveis, sem nenhum craque, se dar tão bem em todos os aspectos do jogo por conta da excelente complementaridade dessas peças?! Já cansei de assistir equipes tão coesas que pareciam ter 14, 15 jogadores em campo, ao invés de 11.

O São Paulo vem de inúmeras quebras de ideias de jogo nos últimos anos. Treinadores e jogadores de qualidade passaram pelo clube recentemente e nada conquistaram. É inegável que há qualidade técnica no elenco. Mas agora, o time passará por uma nova transformação. E com o Brasileirão em andamento. Pegue a equipe 12 meses atrás e veja: foi comandada por Diego Aguirre, passando depois por André Jardine, Vágner Mancini e agora com Cuca. O que ficou, o que se mantém? Praticamente nada.

A festa no Morumbi para receber Daniel Alves foi incrível. Como tinha sido muito legal também quando chegaram Luis Fabiano, Ganso, Kaká e outros bons jogadores. Só que o futebol vai muito além do marketing. A falta de novos troféus no salão do Morumbi mostra que tem faltado algo.
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Jundiaiense é o primeiro em Medicina da Unesp, mas vai de USP

Rafael Marcos Sartori Costa, de 18 anos, brilha nos vestibulares 

Black Friday no Maxi começa mais cedo e vai até as 23 horas

Lojas estão com promoções que dão descontos de até 70% de sexta a domingo

Democracia

Por Douglas Mondo

Clube da Lady na promoção do Bazar Fashion do Braille

Vai ser nos dias 26 e 27 com centenas de peças de roupas, sapatos e acessórios
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.