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A complexidade do resultado no futebol

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9 de março de 2018
Por Marcel Capretz

Palpitar, dar prognósticos, apontar favoritos, cravar placares é algo que está enraizado na cultura do futebol. Crescemos aprendendo a defender com unhas e dentes nossas convicções. E aqui no Brasil, particularmente, temos um viés muito individualista para analisar o jogo. Há no inconsciente da opinião pública uma imagem soberana de que contratando os melhores jogadores teremos o melhor time. É claro que contar com atletas de grande qualidade técnica ajuda a se aproximar das vitórias. Mas muitas vezes não será esse o fator mais decisivo.

O resultado dentro de campo de um time é produto de tudo que acontece em torno dele. Funcionando como um motor, cada peça tem a sua função. E para o todo funcionar bem as partes têm que estar não só atuando no seu máximo como também em sintonia com o propósito maior do clube.

Por exemplo, se o departamento médico de uma equipe não estiver funcionando bem e as lesões não forem bem diagnosticadas e tratadas o resultado em campo pode não ser tão bom. Se o departamento de nutrição não estiver em sintonia com o que a comissão técnica tiver em mente podem aparecer problemas na parte física da equipe. Se o marketing e o setor de arrecadação não estiverem em congruência com a gestão do clube e os salários atrasarem o nível técnico da equipe pode não se sobressair, mesmo contando com grandes jogadores

Enfim, não quero aqui tirar o peso dos atletas no resultado final de uma equipe. Eles sempre foram e continuarão sendo os principais artistas do espetáculo. Pretendo, porém, abrir a discussão e trazer que a complexidade de um clube, ou até de uma seleção, nos seus mais variados setores tem uma influência muito grande em cima do que acontece dentro das quatro linhas. Não é balela falar em clube organizado, trabalhando com uma visão sistêmica, com os setores integrados com a mesma visão. Isso dá resultado. Isso funciona. Do presidente ao porteiro todos tem influência no resultado final. Vence não quem tem os melhores jogadores. Vence quem tem a melhor dinâmica de relações internas e consegue responder melhor as demandas do ambiente.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
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