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A enganação dos estaduais

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23 de janeiro de 2018
Por Marcel Capretz



Calma e cautela para analisar futebol não são sinônimos de falta de opinião. Como cronista, tento sempre exprimir um ponto de vista e deixa-lo muito claro. As vezes acerto, em outras erro. Mas antes de qualquer comentário é sempre bom ter duas coisas: muitos fatos e evidências para ponderar, e entender que tudo pode cair por terra por conta do caos imprevisível que é uma partida de futebol.

Coloco isso para acalmar os torcedores que estão eufóricos e acalentar os que estão ressabiados com o início dos seus respectivos times nos campeonatos estaduais. Tudo pelo meu primeiro argumento: não há dados factíveis para analisar nenhuma equipe.

Um padrão de comportamento e resposta de um time para as fases do jogo se manifesta em no mínimo de cinco a oito partidas. Isso em condições normais de uma temporada. E não com apenas dez dias de preparação, como é o caso agora.

Pego o Palmeiras, por exemplo - até porque mais uma vez pelo alto investimento, a equipe é apontada como favorita em tudo. Como saber com apenas duas partidas que o 1-4-1-4-1 utilizado até aqui será a plataforma de ocupação de espaço que mais vai potencializar as virtudes dos jogadores? Ou como sem ver nenhuma partida podemos prever que Lucas Lima e Gustavo Scarpa vão se complementar dentro de campo? Só pelo nome? Bem, Everton Ribeiro e Diego também tem nomes imponentes e não produziram juntos o que o Flamengo esperava no ano passado.

Sem falar das relações interpessoais do elenco e e da comissão técnica de Róger Machado. Como o ambiente vai reagir quando um Dudu ou um Felipe Mello tiveram que ir para o banco de reservas? O clichê 'elenco rachado' em 99 por cento das vezes desmonta qualquer time de futebol.

O jogo é muito complexo para tirarmos conclusões e estabelecermos verdades e mentiras absolutas. Basear-se então em apenas duas partidas é um completo suicídio.
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