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Futebol paulista: previsões para amanhã

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12 de janeiro de 2018
Por Marcel Capretz

A partir deste dia 17 de janeiro, já teremos o início do Campeonato Paulista 2018. Pouca pré-temporada, mas também tivemos um mercado pouco aquecido.

Dentre os grandes paulistas, dois mantêm o treinador da temporada passada (Corinthians e São Paulo) e dois rompem com ideias e mudam o conceito (Palmeiras e Santos). No texto de hoje, vamos falar de quem segue o trabalho.

Apesar de Fábio Carille e Dorival Júnior darem continuidade nos modelos, prevejo que suas equipes terão que evoluir. Na verdade, sempre parto do pressuposto de que times de futebol são sistemas vivos e que se não estão evoluindo estão morrendo. Como nós, em nossa vida.

Carille começa o ano mais do que prestigiado. Sua situação há doze meses era oposta. Cheio de desconfiança e insegurança, entendíamos sua necessidade em privilegiar de qualquer maneira a organização defensiva. É certo que no decorrer de 2017 o Corinthians também evoluiu na parte ofensiva. Ninguém ganha dois campeonatos se sabe apenas defender. Porém, na reta final do Brasileirão, vimos várias equipes neutralizando os pontos fortes principais e a equipe de Carille não conseguiu apresentar uma resposta tão positiva.

E para esse ano o desafio que a saída de Jô traz é enorme. Era ele quem fazia todo o ecossistema ofensivo corintiano rodar: ora prendia os zagueiros adversários, ora se movimentava, saindo da área e abrindo espaço para quem vinha de trás... Rodriguinho, Jadson, Romero e até Clayson cresceram.

Já no São Paulo, se perguntou muito a Diego Souza em sua apresentação em que parte do campo ele iria jogar. Aqui não depende do jogador e sim das ideias e princípios ofensivos que Dorival Júnior vai utilizar. Precisamos parar de procurar no futebol de hoje figuras e funções do futebol de ontem. Vamos parar de querer o meia camisa 10 organizador de jogo. Ou o centroavante matador camisa 9 fazedor de gols. Vale mais o clichê que sintetiza o jogo praticado atualmente: sem a bola todos defendem, com ela todos atacam.

Não importa se Diego Souza vai jogar como centroavante, como meia ou pelo lado do campo. Importa como será a interação das características dele com as características dos outros jogadores. Como Diego pode potencializar, por exemplo, a velocidade de Marcos Guilherme, a visão de jogo de Cueva e a chegada de Petros para que com a bola o São Paulo seja organizado? Ou seja, vale a ideia do coletivo e não o individual.

Quero muito observar a evolução de São Paulo e Corinthians neste início de Paulistão. São vários motivos para entender que não basta a manutenção do treinador. Sem novos comportamentos, sem crescimento e aperfeiçoamento no modelo de jogo, a estagnação é logo ali.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
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