Jundiaqui
Jundiaqui

Inteligência futebolística

Jundiaqui
17 de julho de 2017
Marcel Capretz fala das coisas do Palmeiras, que pode dar adeus ao ano já em agosto

Dinheiro no futebol não é tudo. Ajuda muito. Como em qualquer setor empresarial, a ausência de verba inviabiliza muita coisa no futebol. Só que a abundância de dinheiro, sem cabeças pensantes coerentes gerenciando, se torna inútil.

O Palmeiras, por competência de seus dirigentes, é um dos clube mais saudáveis financeiramente do Brasil. Porém, por incompetência também de seus dirigentes, o ano palmeirense pode ser em agosto já decretado como sem títulos.

O que a má fase atual mais escancara é o erro no timing da troca de técnico. Não comparo aqui Eduardo Baptista com Cuca. É evidente que Cuca tem mais currículo e mais repertório. Mas a mudança brusca de perfil em uma fase crítica do ano, cheia de jogos e escassa de treinos, evidência erros de visão, planejamento e estratégia.

Eduardo tentava implementar um jogo de mais posse de bola, marcação zonal e triangulações. Cuca já privilegia o oposto: marcação individual, passes verticais e transições ofensivas diretas. Como criar esses comportamentos nos jogadores com jogos cheios de carga emocional no meio e no final da semana?

Lembre-se: comportamentos de jogos são adquiridos através de entendimento, repetição e treino, para na hora do jogo entrar em cena o "agir sem pensar".

Outro ponto de erro da diretoria do Palmeiras é a montagem do elenco. Uma coisa é Cuca acionar um comportamento de emergência treinado, como colocar Mina como centroavante para aproveitar seu bom jogo aéreo; outra é toda hora improvisar nas laterais com Tchê Tchê na direita e o zagueiro Juninho na esquerda, por exemplo, porque os jogadores da posição não dão conta do recado.

E sem parecer oportunista: mas com uma fria análise de desempenho sistêmica, sem o calor da emoção e euforia que havia em janeiro, gastar uma fortuna com Borja, que já havia rodado por alguns países e em nenhum deles tinha conseguido se adaptar, era um equívoco praticamente certo.

Admiro o que vem sendo feito no Palmeiras fora de campo. Acompanhei semana passada uma palestra do gerente Cícero Souza e ele deixou claro que que o modelo de gestão do clube se baseia na obtenção de inúmeras fontes de receitas para se ter estrutura e pessoas excelentes, visando uma equipe profissional competitiva que, por sua vez, visa atender a paixão do torcedor. As fontes de receitas estão sendo admiravelmente geradas.

O Verdão conta hoje com um amplo e eficiente departamento de inteligência e ciência e a estrutura em centro de treinamento e estádio brigam por igual com as melhores do mundo. Mas para a paixão do palmeirense realmente ser atendida por inteiro falta uma melhor administração na parte técnica. Porque se a bola não entrar, infeliz e erroneamente, a opinião pública dirá que todo o processo foi um fracasso.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Quem quer morrer logo?

Por José Renato Nalini

Rapper Rashid manda seu som no Sesc Jundiaí

Um dos principais nomes da cena rap nacional da nova geração se apresenta sexta

Sexta e sábado tem Bazar do Clube da Lady

É beneficente e com roupas novas ou seminovas por preços dos mais atrativos

JundComics é outro mundo

Antigos e novos artistas de HQs, escritores e personagens do mundo da ficção invadem Parque da Uva
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.