Jundiaqui
Jundiaqui

Intensidade nas ações do futebol

Jundiaqui
28 de fevereiro de 2018
Por Marcel Capretz

Com a Libertadores já com tudo nesse início de ano pude confirmar um padrão que se repete há muito tempo no futebol: os jogadores de times brasileiros são menos intensos em todas as ações do jogo, com e sem a bola, se comparado aos nossos rivais sulamericanos.

Intensidade no futebol é algo muito subjetivo. Como avaliar? Como medir? Como estatisticamente mensurar se esse padrão de comportamento é determinante no resultado de um jogo? Difícil, mas não impossível.

Defino intensidade como algo muito mais mental do que físico. Correr muito não é sinônimo de correr certo. É mais inteligente aquele que consegue resolver os problemas do jogo com o mínimo de gasto energético necessário. Como exemplo, Lionel Messi que sempre é um dos que menos corre em campo, mas sempre o mais decisivo.

A intensidade para mim é a concentração do atleta em cada momento do jogo. Esteja ele com e sem a bola. O conceito de zona tanto ofensiva como defensivamente traz uma riqueza de situações para observar quem está mais concentrado. Um erro, uma desatenção individual e todo coletivo cai por terra. E nossos jogadores tem uma dificuldade imensa em serem intensos e concentrados nos noventa minutos de uma partida.

É cultural do nosso povo ser individualista. E isso sai da sociedade e entra em campo. É difícil, por exemplo, ver um atacante satisfeito em abrir espaço, atuar sem a bola para deixar o seu companheiro brilhar. Há o paradigma de que jogador bom é aquele que aparece.

Historicamente, nossos talentos individuais decidiram jogos e campeonatos. A eles todos os louros da vitória. Aos 'coadjuvantes', 'carregadores de piano' um brilho secundário. Mesmo sabendo que em um time todos tem o seu papel. E nossos ambientes de treino nunca propiciaram aos nossos jogadores um ambiente de competição intenso e disputado para que isso vire padrão, seja internalizado mental e corporalmente e apareça nos jogos.

Por tudo isso olhamos um jogo da Libertadores e temos a impressão de que os times brasileiros estão sempre em uma velocidade menor.

 
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Feiccad vem para gerar negócios na área da construção

Feira da Adelson serve de vitrine de empresas para lançamentos de produtos e serviços

Estreia com espumante duplo, aniversário de atelier e curtição na neve

Sua nova coluna social vem cheia de novidades a partir de hoje

Com o Bloco da Ponte Torta faça chuva ou faça sol

Troca do Vianelo pelo Centro levou mais foliões ainda para o Carnaval deste sábado

Tayná garante título brasileiro em sua estreia

Luta no Bolão foi decidida por pontos. Popó festejou conquista da atleta do Clube Nacional
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.