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A liderança de Tite

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12 de outubro de 2017
Por Marcel Capretz

Foi tranquilo para nós brasileiros acompanhar os últimos jogos das Eliminatórias. Ao passo que argentinos, colombianos, chilenos e peruanos chegaram tensos para a última rodada, o Brasil, com uma segurança que há tempos não se via, jogou leve, sem o peso da necessidade do resultado.

E dar os méritos desse singular momento ao técnico Tite é chover no molhado. Com o ex-comandante Dunga, havia o temor de pela primeira vez na história não irmos ao Mundial. Com Tite, a seleção brasileira voltou a ser respeitada e temida.

Mas o que Tite fez para mudar tão rapidamente o time da água para o vinho? Algumas coisas técnicas. Mas a maioria comportamental.

A rotina de um treinador de seleção é nova para Tite. O dia-a-dia que ele tanto gosta e tão necessário para criar uma identidade de jogo, com ideias, conceitos e comportamentos fica comprometido, mas é evidente que hoje a seleção brasileira é mais organizada em campo. Posições e funções muito bem definidas para cada jogador e para cada setor do time (ataque, meio e defesa).

Tite e os próprios atletas declararam que a análise de desempenho, através de vídeos, e as próprias intervenções da comissão técnica em conversas informais (algumas por telefone!) ajudaram. Mas não é isso que mais chama a atenção no trabalho de Tite. Ele sempre foi um bom técnico. Mas nunca um revolucionário tático, capaz de mudar a história do jogo. Por outro lado, Tite apurou e lapidou de maneira cirúrgica sua liderança, suas habilidades relacionais. E é isso que tem feito a diferença.

Hoje a atmosfera da seleção é mais leve. Há engajamento, mais sentido coletivo, mais comprometimento. E isso não é técnico. Isso é comportamento. É mais fácil ensinar um jogador a cumprir determinada função tática do que extrair dele alguma colaboração para o propósito coletivo.

Que o exemplo do sucesso de Tite traga lições para a nova geração de técnicos aqui do Brasil. É importante estudar e aprender tendências táticas, metodologias de treinamento, periodizações, etc. Só que antes disso vem a gestão de pessoas, as habilidades relacionais, a inteligência emocional. Se não, teremos mais do mesmo.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
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