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Modelo de jogo

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30 de junho de 2017
Marcel Capretz explica o que fez com que o Corinthians passasse de quarta força à primeira



Por que o Corinthians é hoje o melhor time do Brasil? E por que Palmeiras, São Paulo e Santos estão penando neste momento tão crítico do ano? Pergunta complexa que envolve inúmeros fatores. Mas quero tocar em um ponto central que é a chave para entender boa parte do que compõe um resultado positivo e um resultado negativo no futebol: o modelo de jogo.

Uma equipe eficiente e vitoriosa demonstra sempre padrões e comportamentos claros de atuação. Sejam eles defensivos, ofensivos, nas transições e até nas bolas paradas.

Para exemplificar, podemos trazer uma equipe que goste de ter a posse de bola, promova sempre apoios e triangulações, circule bem o jogo até criar superioridade numérica em determinado setor do campo e aí sim atacar o alvo adversário. Para um jogo assim ser construído é preciso que coletivamente a equipe se comporte de um determinado jeito: os jogadores têm que estar sempre próximos uns dos outros, a movimentação de quem não tem a bola deve ser intensa e constante para sempre serem geradas linhas de passe que confundam o adversário e a compactação, mesmo que ofensiva, é criada naturalmente.

Perceba que esse tipo de conceito ofensivo está atrelado instintivamente a transição defensiva: quando esse equipe perde a bola fica mais fácil pressionar o adversário já que naturalmente haverá muitos jogadores próximos ao setor da bola.

Por outro lado, uma equipe pode escolher como padrão ofensivo o jogo direto. Poucos passes e sempre verticais para chegar rapidamente ao gol adversário. Aqui, se espera passes sempre para frente, quase nunca para o lado e para atrás e uma certa predominância de bolas longas. Para ter esse comportamento ofensivo, pede-se um time compacto na defesa e que, obviamente, seja rápido na transição ofensiva.

Diante desses quadros que citei para apontar como qualquer comportamento no futebol tem que ser coletivo, entendido e treinado a ponto de se tornar natural, você ainda tem dúvidas de que o Corinthians é o time com o modelo de jogo mais claro, bem definido e executado no país?

Sai um jogador e entra outro e nós sabemos que o time do técnico Fábio Carille vai jogar de maneira compacta, com uma linha de defesa muito sólida que raramente se quebra, em uma marcação zonal e que quando tiver a bola buscará as ultrapassagens e infiltrações dos laterais e a troca de posições constantes entre Jô, Jadson, Rodriguinho e Romero no momento ofensivo.

Por outro lado, conseguimos hoje definir padrões no Palmeiras de Cuca, no São Paulo de Rogério Ceni e no Santos de Levir Culpi?

Esse jeito de jogar do Corinthians vem há um bom tempo, desde as épocas de Tite e Mano Menezes - nem conto as meteóricas passagens de Cristovão Borges e Osvaldo Oliveira. E com ideias de jogos claras fica mais fácil montar o elenco.

O Santos tinha conceitos claros com Dorival Júnior, mas Levir deve, na base da conversa já que não tem tempo para treinar, tentar mudar.

O São Paulo vive uma crise de identidade como nunca se viu em sua história.

E o elenco do Palmeiras que Cuca encontrou agora é bem diferente do que ele deixou em dezembro.

Futebol não tem segredo. Tem planejamento e coerência. Vitórias e derrotas não acontecem por acaso.

Marcel Capretz é apresentador do programa "Futebol Esporte Show", no SBT

 
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