Jundiaqui
Jundiaqui

Não basta ter tecnologia, há de se ter competência

Jundiaqui
23 de novembro de 2017
Por Rafael Porcari

Incompetência, arrogância ou temeridade: qual o verdadeiro defeito demonstrado pelo árbitro chileno Julio Bascuñán para desprezar a utilização do auxílio de vídeo no primeiro jogo da final da Libertadores da América, Grêmio 1 x 0 Lanus, na noite desta quarta-feira (22)?

INCOMPETÊNCIA em não estar preparado para um jogo desse porte e não saber solicitar o vídeo no momento adequado? Faltou ao treinamento?

ARROGÂNCIA por não achar que precisaria da ajuda do vídeo e desprezar o equipamento, confiando excessivamente em si próprio?

TEMERIDADE em usar o equipamento e ter que mudar sua decisão inicial e ser criticado, alegando que só se socorreu ao vídeo por pressão do time da casa?

Enfim, faltou sensibilidade para não utilizar todos os equipamentos eletrônicos disponíveis. Mas pense: e por que o árbitro de vídeo não interpelou o árbitro nos dois lances de pênalti reclamados (o 1º duvidoso, eu não marcaria pois entendi tranco viril, mas legal; o 2º, em Jael, indiscutível que houve a infração)?

Teria o equipamento não funcionado corretamente e o árbitro de vídeo ter se constrangido?

Estariam alojados inadequadamente e a comunicação falhou?

Quis passar despercebido e não se comprometer?

Lembrando: toda a equipe de arbitragem foi composta pelo árbitro Júlio Bascuñán-CHI, pelo bandeira 1 Carlos Astroza-CHI, pelo bandeira 2 Christian Schiemann-CHI, pelo quarto árbitro Diego Haro-PER, pelo árbitro de vídeo Jesus Valenzuela-VEN, pelo assistente do árbitro de vídeo Roddy Zambrano-ECU e pelo bandeira de vídeo  Christian Lescano-ECU. Foram 7 árbitros de 4 nacionalidades.

FICA A OBSERVAÇÃO: no jogo entre Lanús x River Plate, péssima e decisiva atuação do septeto de arbitragem, usando (ou não usando) adequadamente os recursos eletrônicos. Agora, um desprezo total da ajuda externa permitida. Dessa forma, deixo a questão para a reflexão: de que adiantam as câmeras se quem as opera e assiste é incompetente?

Me parece que o recurso mais desejado é aquele utilizado diversas vezes no Brasileirão e visto claramente: o de “alguém soprar o lance após ver a imagem na Globo para o 4º árbitro”…

Importante: Bascuñán foi o árbitro de vídeo em Porto Alegre na semifinal jogada pelo Grêmio contra o Barcelona-ECU. Naquela oportunidade, ficou em um container no estacionamento do Estádio Olímpico. E isso me irrita! Todos deveriam estar em uma cabine com comunicação ABERTA ao público, como se faz no Rugbi.

Rafael Porcari é professor, comentarista esportivo e consultor sobre arbitragem
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Manipulação de resultado anula jogo das Eliminatórias da Copa

Por Rafael Porcari

Relembre os bons tempos de Mazzaropi em Jundiaí

Veja a divertida história desse artista que passou pela cidade com um circo e resolveu ficar mais tempo aqui

Flavinha, assim você acorda o Arthurzinho!!!

Ela ganhou toda a atenção na pré estreia de filme no Rio; ele nasceu essa semana, neto do Adelson

No meu tempo de menino

Eusébio dos Santos se coloca no lugar de um viúvo de 75 anos que tem nos netos sua grande alegria de viver
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.