Jundiaqui
Jundiaqui

Não é coincidência o São Paulo não ganhar nada há tanto tempo

Jundiaqui
24 de abril de 2018
Por Marcel Capretz

Mais do que ninguém sou apaixonado pela imprevisibilidade do futebol. Um esporte em que nem sempre o melhor vence é algo que me prende e me fascina. E entender o caos e a complexidade que circunda jogo é algo que me move a estuda-lo cada vez mais.

Porém mesmo diante desse cenário o sucesso no futebol não é obra do acaso. Ele é planejado. É merecido. E deixa rastros e pistas para todos.

Clubes que foram vitoriosos por pelo menos um período médio de tempo - e não apenas ganharam um troféu aqui e outro ali - tiveram algo em comum na maioria das vezes: a manutenção de uma ideia de jogo. Uma identidade. Uma filosofia.

Vamos lembrar de equipes que ganharam com consistência no futebol brasileiro recentemente? Anote aí: nos anos 90, o São Paulo do início da década, o Palmeiras nos meados dela e o Corinthians da virada do século. Nos anos 2000, o Santos ressurgindo com os meninos da Vila, o São Paulo soberano e esse Corinthians que ressurgiu da Serie B para ganhar praticamente tudo até agora.

Repare que não falei de jogadores e treinadores. Falei de eras. De conceitos. E  todos representado por vários e diferentes atletas, técnicos e estilos. Mas cada um mantendo uma identidade padrão.

Basta uma mínima análise para ver as pistas que esses sucessos deixaram: continuidade, convicção, manutenção de filosofia de gestão e ideia de jogo.

Trazendo para os dias de hoje, qual clube grande paulista é o menos vitorioso dos últimos anos? Será que por mera coincidência é o que mais trocou de filosofia de futebol? - e aí entra no balaio mudança brusca não só no perfil de técnicos e jogadores, mas também de dirigentes. Pois é, falamos do São Paulo.

Que em abril já trocou de treinador. Que em abril tem jogador estreando (Everton). Que em abril já pensa em liberar para outro clube a sua grande aposta da temporada (Diego Souza). Que em abril já sabe que não será neste ano que ocupará sua galeria de conquistas com um troféu da Copa do Brasil.

É fato que no futebol, assim como na vida, sucesso e fracasso são opções. São escolhas. Algumas variáveis não podemos controlar dentro de um jogo de futebol. Mas outras variáveis, principalmente fora das quatro linhas, podemos. E é aí que a interferência deve ser mais assertiva e determinante. Tanto para o bem, como para o mal.

Marcel Capretz é apresentador do "Futebol Esporte Show" no SBT
Jundiaqui
Você vai
gostar de

E o Oscar vai para… Feijoada com Temperos de Cinema

Edu Cerioni traz a festa comandada por Ana Cristina Ferraz, Fátima Augusto, Mariza Pomilio e a chef Sandra Romansini

Escola não é prisão

Por José Renato Nalini

Madeleines

Por Paulo de Luna

O futebol, a taça e o fiado

Por Nivaldo Mosele
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.