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O Brasil não é o país do futebol faz tempo

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9 de julho de 2018
Por Marcel Capretz

Não foi acaso. Não foi azar. Não foi obra do destino. Nada disso levou o Brasil a cair em mais uma Copa do Mundo. Nos faltou competência. Mais uma vez.

Primeira coisa que temos que admitir: não temos mais o melhor futebol do mundo. Há um bom tempo já não somos os melhores quando o assunto é bola. Alguns ainda teimam em aceitar isso. Eu desafio os céticos a apontarem algum indicativo de que o Brasil é o país do futebol. Baseado apenas nas cinco Copas conquistadas? Já foi. É passado.

Hoje não temos o melhor jogador do mundo. Não temos o melhor técnico do mundo. Não temos os melhores dirigentes, nossa média de público nos estádios é vexatória, nossos clubes não são os melhores do mundo. Enfim, nada do que fazemos hoje pode ser considerado como o de maior excelência do planeta. Temos que admitir que há muitos, sim há muitos outros países fazendo futebol e tudo que o cerca, com mais qualidade do que nós.

Partidas como essa contra a Bélgica nos colocam no nosso devido lugar no mundo da bola. Estamos hoje no bloco intermediário do futebol. Nossa seleção é intermediária. Nosso campeonato, então, se bobear cai do intermediário para o iniciante.

Podemos discutir se Tite está de fato antenado com as novas tendências táticas e de metodologia de treinamento. Se Neymar um dia vai conquistar o que ele realmente quer que é o premio individual da Fifa. Ou se Gabriel Jesus deveria ser sacado do time para a entrada de Firmino. Ou até podemos debater sobre o trauma de Fernandinho em jogos importantes com a camisa da seleção. Porém tudo isso é sintoma da doença que há tempos atinge os órgãos vitais do futebol brasileiro.

Nossas categorias de base não formam jogadores intensos, focados durante os noventa minutos da partida. Nossos técnicos não passam por nenhuma formação mínima para exercer a função. Nossos dirigentes são tão amadores que muitos que estão em times profissionais em nada diferem dos que estão na várzea. Nosso calendário é uma piada de mau gosto para 80 por cento dos jogadores profissionais do país. Diante desse cenário não é estranho não ganhar uma Copa. Estranho foi ter vencido cinco. Apesar de tudo isso.
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