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O erro na final, a emoção na cabine da Globo e o impensável Catar

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15 de julho de 2018
Por Rafael Porcari

Sabidamente, Massimo Bussaca e Pierluigi Colina (presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa e responsável pelo VAR, respectivamente), com pesar, orientaram os árbitros a duas coisas na Copa do Mundo que recrimino totalmente:

1) Evitar “dar cartões” para tirar os astros do espetáculo

Ora, desde quando o juiz tem que “pajear” atleta? Se merece o amarelo ou o vermelho, tem que levar! Se vai ficar fora de uma final de Copa do Mundo (por exemplo) o problema é do jogador. E muito se viu de “poupar” cartões nesse Mundial da Rússia.

2) Valorizar o VAR

É muita infantilidade crer que, com o alto investimento, o equipamento seria deixado de lado. Na verdade, só foi duas vezes desprezado: no jogo Brasil x Suíça e em alguns momentos de Brasil x Bélgica. Teria sido pelo desprestígio político da CBF e pela marra de Neymar e/ou má vontade dos árbitros com ele? Não duvido.

Dito isso, afirmo: o pênalti de “bola na mão” foi ridículo em França x Croácia. Pitana errou em final Copa do Mundo! E aqui não faço juízo se isso determinou a história do jogo, mas não foi uma “mão na bola intencional”, tampouco movimento disfarçado / antinatural.

O fato de ver, rever e demorar a tomar a decisão de marcar o tiro penal é outro ponto a ser criticado. Teria sido uma forma de valorizar o Árbitro de Vídeo?

Reafirmo: O VAR é ótimo para o futebol, desde que o material humano (quem usa as imagens) tenha competência!

Na minha visão, foi muito abaixo do esperado a atuação do árbitro argentino na final da Copa. A propósito, insisto: se Ricardo Teixeira estivesse na CBF com o prestígio de outrora, era “bola cantada” a escalação do brasileiro Sandro Meira Ricci na decisão, que apitou muito bem o Mundial (e independente da força política ou não da CBF, Ricci fez por merecer e deveria ter tido tal honraria).

Quatro observações rápidas da final:

1- Fiquei feliz pela vitória do time miscigenado da França. Nós, brasileiros, somos formados por imigrantes de todo o mundo, e os franceses, em outro contexto histórico e geopolítico, idem. A vitória dessa equipe multirracial é uma conquista da igualdade social.

2- Foi de arrepiar Casagrande, na Globo, dizer: “venci por me manter sóbrio”! Quem nunca usou drogas, não deve experimentar, pois a luta é grande. Casagrande foi gigante!

3- Arnaldo César Coelho vai se aposentar, e a lógica será a promoção de Leonardo Gaciba a número 1 da Vênus Platinada. Quem será o novo ex-árbitro a ser contratado pela emissora? E não nos esqueçamos: Arnaldo abriu as portas para essa nova função no Brasil e dele e por ele surgiram dois bordões: “A Regra é clara” (mas nem tanto) e “Isso pode, Arnaldo?"

4- Enfim, que venha o Catar, que continuo achando algo inimaginável… o que os catarianos farão com tantos estádios depois da Copa? E a rede hoteleira do pequeno país para hospedar tanta gente? Sobra dinheiro por lá, é sabido, mas… os EUA conhecem bem a história de como deve ter sido a escolha da nação do bilionário sheik Tamim bin Hamad Khalifa Al Thani (que faz do Catar uma pátria com proprietário).

Aliás, sabia que na Copa de 2022 a distância máxima de um estádio a outro será de apenas 55 quilômetros e a distância mínima de 4,5? Dará para assistir vários jogos da Copa do Mundo em um mesmo dia, em arenas diferentes. Impensável na Rússia ou no Brasil, países de tamanhos continentais.
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