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O europeu termina de formar nossos craques

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23 de setembro de 2018
Por Marcel Capretz

Muita gente aqui no Brasil está estupefata porque Vinícius Júnior não está tendo muitas chances no Real Madrid. Parece algo surpreendente para muitos o fato de um jogador arrebentar no futebol brasileiro, mas não jogar de cara na Europa. É claro que cada caso é um caso, porém temos observado uma predominância de saída de jogadores cada vez mais jovens do Brasil para o futebol europeu. E isso não é por acaso. Tem explicação.

Nosso processo de formação de jogadores tem sérias deficiências. E aqui não me refiro aos profissionais, até porque há muita gente qualificada nos departamentos amadores dos clubes brasileiros. Me refiro ao processo mesmo, de finalizar a lapidação de um talento.

Quer um exemplo? Um jogador faz dez gols no time sub-17 e é alçado ao sub-20. Ali, ele tem um ótimo desempenho também. Claro, vai para o profissional. Chega lá, esse jovem jogador deixa de apresentar evolução, primeiro porque não se treina nem muito nem como se deveria. Segundo, porque de uma maneira geral os técnicos do profissional não estão preocupados em melhorar, desenvolver o jogador: extraem o que ele tem de melhor e pouco se olha para as deficiências.

Soma-se a isso o fato de esse jovem jogador jogar apenas alguns minutos (quando joga), entrando no final das partidas. Sendo que ele se ele estivesse no sub-20, estaria jogando 180 minutos por semana, sendo decisivo, aprendendo novos conteúdos na base. Ou seja, o processo de formação estaria sendo respeitado.

O europeu quer ele mesmo terminar de construir os bons talentos brasileiros. Vários jogadores com mais de vinte anos chegavam na Europa sem condições técnicas, táticas, físicas e até cognitivas de jogar em alto nível. Sem falar na questão da adaptação a uma nova cultura, novo idioma, novo clima... Ao vir buscar um diamante bruto de 17, 18, 19 anos, os grandes clubes mundiais garantem o ambiente adequado para a perfeita lapidação.
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