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O Grêmio e a nossa mediocridade

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16 de dezembro de 2017
Por Marcel Capretz

Se quisermos nos enganar podemos falar que o Grêmio foi valente diante do Real Madrid. Que lutou com as armas que tinha, que perdeu "só" de um a zero, que Cristiano Ronaldo não jogou nada e que só marcou um gol porque a barreira abriu, que Luan sentiu o jogo, etc, etc. Podemos tentar simplificar e justificar o que é complexo, sistêmico e tende a piorar cada vez mais: o futebol brasileiro está na segunda divisão mundial, caindo para a terceira.

Jogamos por aqui praticamente uma outra modalidade do que joga a nata dos clubes europeus. Entenda que sei dividir as equipes gigantescas e endinheiradas dos times "comuns". Por exemplo, se o Grêmio jogasse o Campeonato Espanhol ele ficaria em sexto ou sétimo. Mas se jogasse a Champions tomaria banhos de bola como tomou na decisão contra o Real.

Nos últimos quatro mundiais que disputaram, os times brasileiros em duas vezes pararam nas semifinais - Inter 2010 e Atlético-MG 2013. O Grêmio sofreu diante do Pachuca. Essa é a nossa realidade - Pachuca, Mazembe, Raja Casablanca...

A questão não é só financeira. É de ideias de futebol, conceitos de jogo, comportamentos, intensidade, formação, enfim, é tudo!!!

Sabe por que Luan não conseguiu jogar? Porque ele pegava na bola e o Real tinha pelo menos dois jogadores marcando intensamente o portador da bola, outros fechando as linhas de passe, tudo dentro de uma compactação absurda.

Geromel, Kanneman e Marcelo Grohe apareceram muito porque o Real ofensivamente além de grandes talentos tem troca de posição, infiltração, profundidade e amplitude. O ataque é organizado, coordenado e coletivamente a equipe tem o mesmo padrão de resposta para as situações que se apresentam dentro do jogo.

Eu torci para o Grêmio. De verdade. Meu lado torcedor queria o pobre futebol brasileiro vencendo o milionário Real. Mas o meu lado crítico ficou de certa forma envergonhado. Até resignado, conformado com a gigantesca e humilhante superioridade do Real.

Não precisamos perder de 7 a 1 para entendermos o nosso atual estágio no cenário mundial: anos luz atrás de um gigante europeu.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
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