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O ridículo ato de Rodrigo e o vandalismo na partida da Ponte Preta

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27 de novembro de 2017
Por Rafael Porcari

Estando 2×0 a favor da Ponte Preta no Moisés Lucarelli contra o Vitória da Bahia, num dos mais importantes jogos visando a fuga do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, eis que o zagueiro Rodrigo (ex-Vasco) comete uma sandice e é expulso. Para azar dele (e da torcida da Macaca), o bem armado time de Vagner Mancini se aproveita da Ponte ficar com um homem a menos e vira o placar, marcando três gols nesse período. Vitória 3 x 2 e Ponte rebaixada.

O lance lembrou muito a situação constrangedora envolvendo o chileno Gonzalo Jara quando colocou o seu dedo no meio no meio do bumbum do uruguaio Cavani na Copa América Centenária, em 2015. Desta feita, Rodrigo por duas vezes fez o mesmo em seu adversário Trellez. Flagrado pelo 4º árbitro que avisou o juiz Ricardo Marques Ribeiro, houve a expulsão incontestável.

No final da partida, vandalismo total com a tentativa de invasão da torcida Ponte Preta, sendo que parte do alambrado foi arrancado. Muita gente entrou e não houve mais condição de segurança para o término do jogo. Provavelmente a CBF confirmará o placar a favor do Vitória, pois não dá para discutir.

Até as 8h30 desta segunda-feira (27), não havia sido divulgada a súmula do jogo. Fico curioso como estará relatada a expulsão no documento, já que o árbitro deve colocar claramente os fatos acontecidos. Seria: “Expulso por agredir seu adversário número ‘tal’ com uma dedada em seu ânus?”.

E você acha que estou brincando? É assim mesmo que deve ser o relato!

Por fim: muita gozação entre os torcedores rivais da Ponte Preta. A eles isso é permitido (imagino que em especial aos do Guarani, seu rival principal). Mas fico me perguntando: aqui em Jundiaí, o que meus amigos torcedores do Paulista FC podem dizer?

Há claramente muitos memes criados contra o rival campineiro por parte da torcida do Galo e a gozação (natural que acontecesse) traz um pouco de alegria à sofrida torcida. Mas compare: a Ponte Preta estará na série B nacional e na 1ª divisão estadual. Seu estádio (velho como o do Paulista) está livre da Justiça e os débitos trabalhistas regularizados. Já o igualmente centenário time jundiaiense leva vantagem por ter um titulo nacional (a Copa do Brasil 2005), sendo que a Macaca nada tem. Mas o Galo há tempos não tem índice técnico para disputar divisão alguma do Campeonato Brasileiro, jogará a 4ª e última divisão do Campeonato Paulista, ficou sem calendário no segundo semestre (nem disputou a fraquinha Copa Paulista), está cheio de dívidas - devendo a Deus e ao mundo -, o Estádio Jayme Cintra foi a leilão pela segunda vez e resta-lhe como patrimônio só sua fiel torcida.

O futebol permite dessas coisas: tripudiar de quem hoje, mesmo na dor, está ainda melhor do que você. Não condeno o deleite do torcedor (claro, muitos estão felizes e fazem as brincadeiras nas redes sociais). Mas à luz da razão…

Enfim: 2018 melhor para o Galo e para a Macaca, que em breve se encontrem em situação mais feliz nos torneios.

Rafael Porcari é professor, comentarista esportivo e consultor sobre arbitragem

 
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