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Palmeiras: primeira força?! Sério mesmo?!

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17 de janeiro de 2018
Por Marcel Capretz

Mais um começo de ano e mais uma vez o Palmeiras foi certeiro nas contratações. Há de se reconhecer a excelente gestão administrativa e financeira do clube que permite que sejam contratados grandes nomes do futebol sulamericano sem comprometer o caixa. Pelo contrário, as inúmeras fontes de renda que o Palmeiras tem como bilheteria de jogos, patrocínio, direitos de transmissão, programa de sócio-torcedor, propiciam superávit mesmo com badalados reforços.

Porém, mesmo com essa elogiável administração e um elenco cheio de estrelas, o Palmeiras é apenas um dos favoritos para vencer os campeonatos em 2018. Isso porque no meu jeito de ver futebol é impossível comparar times sem vê-los atuar. Não dá para analisar nomes. O jogo é feito de variáveis tão incontroláveis que escalação no papel não serve para nada - o ano passado com o Corinthians que o diga.

Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Diogo Barbosa e Marcos Rocha são grandes jogadores? Claro que sim! Sem contar os que ficaram, como Dudu, Felipe Mello, Moisés, e outros que são excelentes. Mas vamos lá para a máxima que uso bastante: o todo é maior que a soma das partes! Não é porque um clube tem bons jogadores que ele necessariamente terá um bom time. Basta pegarmos um princípio universal e primário do manual de qualquer treinador: administrar características e desejos dos jogadores dentro e fora de campo.

O que quero colocar aqui é que o técnico palmeirense Róger Machado terá um papel fundamental para fazer com que a soma desses bons jogadores resulte em um bom e vitorioso time. E não falo aqui apenas de ideias e conceitos de jogo. É claro que definir padrões de comportamento e resposta dentro das cinco fases  (ataque, defesa, transições defensiva e ofensiva e bola parada) que potencializem e complementem as características de cada jogador é essencial. Só que mais do que isso, Róger e sua comissão tem que acima de tudo possuir inteligência emocional para fazer com que todas essas estrelas tenham o mesmo objetivo e todos façam das vitórias do Palmeiras e não as suas vitórias pessoais, a principal missão.

Dinheiro não ganha nem jogo e nem campeonato. Quem tem mais receita: São Paulo ou Chapecoense? Quem garantiu vaga na Libertadores desse ano através do Brasileirão do ano passado? Pois é...quem tem mais receita hoje, fruto de boa administração: Corinthians ou Flamengo? Quem venceu o Brasileirão do ano passado? Ok...Dinheiro é importante, sim. Mas só ele não garante troféu. É melhor comemorar título na arquibancada do que contratação no aeroporto.
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