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Palmeiras: vai ou não vai? O que precisa mudar?

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2 de novembro de 2018
Por Luis Cláudio Tarallo

Impressionante a gangorra do futebol... Isso fica evidente com a repercussão negativa do desempenho da equipe ‘palestrina’ após a desclassificação nas semifinais da Copa Libertadores, na última quarta-feira (31), diante do Boca Juniors, da Argentina.

E pensar que, há poucos meses, com a chegada do Felipão, o Palmeiras cresceu e deu esperanças de vencer tudo neste segundo semestre de 2018.

Com Felipão, o time conseguiu ótimas performances esportivas, com o treinador impondo todo seu estilo e ainda promovendo um grande rodízio de jogadores, evitando o desgaste físico e emocional dos atletas. Parecia o mundo ideal.

Cercado de jornalistas semanas atrás, o “chefe do verdão” foi exaltado por conta da possibilidade de vencer as três principais competições do ano: Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores, tamanho o sucesso que vinha alcançando com seus comandados.

Porém veio a primeira decepção com a desclassificação para o Cruzeiro na Copa do Brasil, que não foi tão sentida porque existia o sucesso adquirido até então na Libertadores e no Brasileirão. Mas parte desse segundo plano veio a desmoronar com a saída da tão almejada competição das Américas, que serve como ingresso para a disputa do Mundial.

Agora, mesmo líder do campeonato nacional, o Palmeiras desperta dúvidas devido ao desgaste emocional e físico dos atletas e tem muita gente que vê até da possibilidade de que a equipe não vença nenhuma competição.

O clube apresenta um superávit de R$ 57 milhões, tem um elenco invejável para muitas outras equipes e torcidas, um grandessíssimo estádio, uma grande quantidade de sócios-torcedores, uma respeitável patrocinadora, enfim tudo o que necessita para vencer e convencer. Todavia, os maus resultados acirram os ânimos dentro dos bastidores do verdão, ainda mais por conta das eleições que se aproximam com duas chapas formadas.

O grupo de oposição, liderado por Genaro Marino Neto, tem como apoiadores os ex-presidentes Paulo Nobre, figura importantíssima na reestruturação do clube e da equipe, e Mustafá Contursi. O desafio é grande, mas ficará mais fácil sem nenhum título para o grupo de situação formado pelo atual presidente Maurício Galiotte, que tem como parceira nesta empreitada a Leila Pereira, proprietária da Crefisa.

O fato é que a oposição acredita que a falta de resultados em campo possa influenciar na troca do comando do clube. A pergunta que nos cabe é: o presidente realmente tem a tão famosa “culpa no cartório”? Ou existem outros fatores que estão impedindo as conquistas? Ou seja, o Palmeiras com toda a estrutura financeira, elenco, comissão técnica vitoriosa, torcida, vai ou não vai?

Vamos aguardar amigos, só o tempo nos dirá...

Luis Cláudio Tarallo é técnico de basquete
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