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Pressão no Corinthians?

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16 de fevereiro de 2018
Por Marcel Capretz

Não há motivo algum para começarmos a pensar em um pingo de crise no Corinthians. É claro que os números frios não são bons: três derrotas em sete jogos no Campeonato Paulista. Mas não podemos nos ater a frieza dos números e tirarmos todo o contexto da análise.

Há um processo acontecendo no jeito de jogar corintiano. O técnico Fábio Carille busca novas interações e novos padrões de resposta nas quatro fases do jogo (ataque, defesa, transição defensiva e transição ofensiva). O time campeão brasileiro do ano passado perdeu peças importantes. A ausência de Jô e Guilherme Arana são extremamente sentidas.

Jô não era apenas um goleador. Era um ponto de articulação e referência no ataque que ora dava profundidade ora abria espaço para quem vinha de trás. Já Guilherme Arana compunha de maneira excepcional seu papel defensivo na linha de quatro, sempre fazendo a cobertura e flutuando para o lado da bola e na organização ofensiva tinha não só o gesto técnico do cruzamento bem apurado como também um senso coletivo e de ocupação de espaço acima da média permitindo sempre a execução de triangulações pelo lado esquerdo.

Sem essas duas peças, um novo padrão de ocupação de espaço e de resposta aos problemas do jogo deve ser criado. Até se a equipe do ano passado permanecesse intacta novos princípios e sub-princípios deveriam ser criados para que o jogo corintiano não ficasse previsível e 'manjado'.

Carille testou a mudança de ocupação do 1-4-2-3-1 para o 1-4-1-4-1.  Tem prós e contras. Jadson está centralizado o que gera uma maior qualidade no passe. Porém, Gabriel fica sobrecarregado na marcação, já que está sozinho entre as linhas. E Juninho Capixaba ainda não entendeu o seu papel defensivo e pouco tem entregado na parte ofensiva.

Normal uma oscilação nesse começo de temporada. Ainda mais acentuado pela ausência de treinos, pela troca de peças e pela exigida evolução que todo time campeão deve ter.
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