Jundiaqui
Jundiaqui

Quem tem pressa se frustra e não entende

Jundiaqui
8 de novembro de 2018
Por Marcel Capretz

Quando um jovem jogador como Helinho, 18 anos, entra na equipe principal do São Paulo em um clássico contra o Flamengo e após apenas alguns minutos em campo marca um golaço todos se perguntam e se indignam: como esse garoto não teve oportunidade antes? Parece óbvio para muitos que se alguém faz sucesso nas categorias de base repetirá também o mesmo desempenho no profissional. Afinal, é a mesma coisa, dizem os mais apressados. Porém uma análise mais sistêmica e um olhar um pouco mais atento para a própria história mostram que as coisas não são tão simples assim.

Há dois fatores que mudam por completo a dinâmica de um jogo profissional se comparado a um de base: imprensa e torcida. A presença desses dois elementos age diretamente na esfera emocional da partida - dentro de uma visão sistêmica entendemos o jogo como técnico, tático, físico e emocional, tudo junto ao mesmo tempo. As competências exigidas e as relações do ambiente profissional são bem diferentes do que acontece em um jogo do sub-20, por exemplo.

Por isso, a observação do dia a dia, principalmente comportamental, é fator decisivo para saber quando um jogador está pronto para fazer a transição. Entender se após um erro esse menino crescerá ou ficará abatido. Ou então avaliar se sua personalidade é focada em aprendizado e crescimento ao invés de soberba e autossuficiência.

Já vimos jogadores arrebentarem nas categorias de base e sumirem no profissional. Ou então atletas despontarem em equipes de cima de maneira tardia, após os 20 anos - vale sempre também avaliar a maturação física, que varia de ser humano para ser humano. Ou seja, cada caso é um caso. Neymar com 17 anos já se sentia a vontade no profissional do Santos. Taison foi arrebentar apenas no sub-23 do Internacional.

Não há todos os elementos para analisar se um jogador está pronto ou não apenas vendo seus jogos - com o perdão do contraditório que isso possa parecer. Por mais que o campo 'fale' e no final das contas é o que se produz dentro das quatro linhas que contará, há inúmeros outros fatores envolvidos que na maior parte das vezes fica oculto para quem está de fora.

Portanto, torcedor: segure a ansiedade e tenha calma e confiança que se um técnico do profissional não coloca a joia da base para atuar é porque ainda falta alguma coisa.
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Concurso de cervejas às cegas agita Saint Patrick’s Day do ibis Hotel

Festa em plena noite de segunda reuniu gente de diferentes estados e até quatro chilenos

Hammond ganhou a Ordem da Rosa por seu trabalho na ferrovia

Por Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga

“Festival Delas” fecha com sete artistas no palco domingo

Vai ser a partir das 16 horas no Complexo Argos, com entrada gratuita

Jundiá Sorvetes na Feijoada dos Pais: todo mundo se lambuzou

Festa teve Grego e Max como sobremesa e todo mundo aproveitou o presente
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.