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Saber atacar

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28 de outubro de 2017
Por Marcel Capretz

Por muito tempo dominou a mente dos técnicos brasileiros a ideia de que a função deles era apenas criar comportamentos defensivos para as suas equipes. A parte ofensiva deixa para o "talento do craque". Se os times se segurassem bem lá atrás, os habilidosos atacantes dariam um jeito de resolver lá na frente.

E por muito tempo isso até que funcionou. Ganhamos Copas do Mundo assim. Com Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho vestindo a camisa da seleção brasileira, com a qualidade que eles tinham, os treinadores cada vez mais se convenciam que esse realmente era o jeito certo.

Pois bem. Estamos de acordo que o futebol mudou, ok?! Desde a última Copa que vencemos, em 2002, até hoje, 2017, o futebol como um tudo evoluiu uns quinhentos anos em quinze em termos de organização, treinamento, ideias etc. Será que ainda cabe deixar para o "talento" resolver lá na frente? As últimas grandes equipes que vimos ter sucesso no futebol mundial jogavam assim? Creio que não.

Dá mesma maneira que se treina princípios e sub-princípios defensivos como compactação, cobertura, bloco, direcionamento, etc, dá para treinar ideias ofensivas. Potencializar o talento, criando situações vantajosas numéricas e de espaço, é obrigação de toda comissão técnica. Você consegue criar atividades para os jogadores interiorizarem conceitos ofensivos como amplitude, mobilidades, apoio, ultrapassagem e outros.

O que vemos no Campeonato Brasileiro e também um pouco na seleção - Tite não é intocável - é uma pobreza de ideias quando se tem a posse de bola. A problemática não é apenas ter ou não a posse. E sim o que fazer na porcentagem de tempo que se está com ela. Precisamos evoluir nisso. Para ontem.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
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