Jundiaqui
Jundiaqui

Sampaoli e a metodologia de treinamento

Jundiaqui
4 de janeiro de 2019
Por Marcel Capretz

A chegada do técnico Jorge Sampaoli ao Santos é um dos grandes fatos desse início de 2019. Não só por um treinador estrangeiro começar um trabalho desde o princípio da temporada e não chegar apenas para remendar o que já vinha sendo feito, mas também pela própria figura de Sampaoli: conhecedor de futebol, meticuloso e, principalmente, trazendo ideias diferentes das que temos.

No meio do modorrento, porém necessário noticiário dessa época do ano, duas coisas me chamaram a atenção: a primeira, divulgada pelo próprio Santos, é Sampaoli pedindo para conversar com a pessoa encarregada pela manutenção do gramado do CT Rei Pelé. Se o sucesso mora nos detalhes, um piso adequado para treinamentos me parece uma ótima pedida. E a outra, que é a principal, é que já no primeiro dia de trabalho, o elenco do Santos treinou com bola.

É verdade que aquela antiga mania de submeter os atletas a intensos trabalhos físicos nos primeiros dias da pré-temporada está morrendo gradativamente. Entretanto, com raras exceções no futebol brasileiro, ainda há no inconsciente coletivo da nossa cultura, de que para "aguentar" o ano os jogadores tem que fazer uma intensa (e física) pré-temporada. Como se jogadores mais bem condicionados fisicamente fossem necessariamente entender melhor as referências e princípios de jogo, tomar decisões mais sábias e resolverem de forma mais vantajosa os problemas imprevisíveis que naturalmente vão aparecer em campo.

Ao trabalhar com bola já no primeiro dia, Sampaoli deixa claro que quer dar uma identidade o quanto antes a equipe santista. E é através de uma metodologia de treinos - que é um objeto que cada vez mais me fascina e cada vez mais busco entender e estudar - pautada em jogos (sempre com bola) que se cria padrões de respostas coletivos nos quatro momentos do jogo, ataque, defesa, transição ofensiva e transição defensiva.

Como vamos construir um modelo de jogo se nossos jogadores correm em volta do gramado? Como vamos ter soluções coletivas se no nosso treino, por exemplo, treinamos o gesto técnico, separado do tático, do mental e do próprio físico? Treinar uma finalização recebendo um passe com as mãos e sem adversário, ou tendo que driblar cones, é algo que vai acontecer no jogo valendo três pontos? Claro que não.

Não quero dizer aqui que Sampaoli inventou a roda. Vários técnicos brasileiros conhecem o que há de mais moderno em metodologia de treinamentos e aplicam no seu dia-a-dia. Mas quando vi o Santos treinando com bola já na reapresentação de 2 de janeiro me enchi de esperança! Estou empolgado com a novidade que reside na Baixada Santista.
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Dia 25 tem Ademir da Guia no Sesc Jundiaí

Chamado de Divino quando jogador do Palmeiras, vem para clínica de futebol society

Parece que estão brincando com o Grendacc

Por Verci Bútalo

Vulcões ativos 

Que jogue a primeira pedra quem afirma não ter “buracos na alma” provocados por esse ou aquele acontecimento, indaga Cláudia Bergamasco

Aniversário é pra curtir no Casa Cica

Letícia Vinieri festejou seus 23 anos e Lígia Ballas a maioridade
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.