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Técnicos experientes são excluídos: crise de resultados ou financeira?

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17 de março de 2018
Por Luis Cláudio Tarallo

Por muitos anos, alguns personagens esportivos perduraram como “estrelas” do mercado da bola, eram os chamados técnicos medalhões. Com altíssimos salários, muitos membros nas respectivas comissões técnicas, valores exorbitantes em rescisões de contratos etc. Naquele momento eram insubstituíveis e intocáveis, até por questão dos resultados positivos que possuíam nos seus currículos. Mas as coisas mudaram de figura...

Hoje os clubes mostram que estão à procura por novos valores, assim profissionais que se demonstram promissores - até que se prove o contrário - vêm sendo o alvo principalmente no futebol brasileiro, que muitas vezes tem seus acertos. É o caso do Carille, técnico do Corinthians, que já provou seu valor ao conquistar títulos pela equipe. Há outros com apostas altas em seu trabalho, como Roger Machado do Palmeiras, Jair Ventura do Santos e Zé Ricardo do Vasco.

Obviamente muitas outras tentativas foram frustradas, como, por exemplo, Rogério Ceni, que chegou no São Paulo na época agradando a todos com uma proposta de jogo diferenciada mas que não obteve os resultados. Acabou sendo demitido e hoje, numa equipe mais modesta, o Fortaleza, vem procurando um lugar ao sol neste concorrido mercado. Há outros nessa situação, como o campeão olímpico Micale, o Eduardo Batista, o Doriva...

Várias equipes, mesmo o mercado atual sem tantas opções de bons técnicos mais jovens disponíveis, estão fugindo dos medalhões. Ou seja, ignoram os mais experientes, porque, apesar das muitas conquistas no passado, não demonstraram os bons resultados nas últimas tentativas. Isso pesa na hora de alguém analisar as possibilidades para o comando de sua equipe.

Vale citar exemplos como o de Luxemburgo (foto), sem time desde a saída do Sport em outubro de 2017. E tem ainda o Cuca que, apesar do título brasileiro pelo Palmeiras, não teve um bom retorno.

Nessa lista entra ainda o Felipão, técnico campeão do mundo que fez ótima campanha na China pelo Guangzhou Evergrande e segue fora de jogo. Felipão até  foi cogitado para ser treinador da seleção australiana na Copa do Mundo 2018, mas ficou só na sondagem mesmo. Outro com experiência de Copa e afastado do futebol é Dunga, e isso após os maus resultados nas eliminatórias para 2014 com o Brasil. Foi demitido e não mais solicitado pela CBF e que até agora não despertou, pelo menos não foi anunciado isso, interesse de nenhuma equipe.

Nessa lista vou incluir ainda Celso Roth, Marcelo Oliveira e Falcão, descartados pelas equipes, a última delas o São Paulo, que acabou contratando Diego Aguirre. O São Paulo também já dá sinais de que aposta no agora técnico assistente André Jardine, vindo da base, para no futuro assumir como titular.

A dúvida que se estabelece: a falta de mercado para os técnicos experientes é pelos resultados ou pela crise financeira que assola os clubes? Somente o futuro próximo pode nos dizer.

Saudações esportivas a todos!!!

Luis Cláudio Tarallo é professor e técnico de basquete
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