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‘Tiozão’ Cristiano Lopes volta às pistas em que é penta. E pra arrepiar…

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23 de março de 2018
Vereador de Jundiaí vai disputar o Campeonato Brasileiro a partir deste sábado

Edu Cerioni

Agora de Yamaha, concorrente da Honda com que tanto brilhou, Cristiano Lopes está de volta às pistas de corrida. Vai disputar o Campeonato Brasileiro de Motocross, que tem largada neste sábado (24), em  Cornélio Procópio, no Paraná, de um total de oito etapas, a mais perto de nós (e nem tanto) em Barretos.

Em julho passado, o JundiAqui mostrou que ele voltava a dar seus pulos... Bateu saudade e, aos 43 anos, retorna às provas como o tiozão da turma. Um tiozão de respeito: 15 vezes campeão Paulista e 5 vezes campeão Brasileiro, campeão Latino Americano e Sul-Americano. Quer mais? Correu pelo Brasil três vezes no Motocross das Nações. Quer dizer, é do ramo e ele garante que não esqueceu como acelerar.

O jundiaiense, nascido em 15 de maio de 1974, figura no ranking dos grandes ídolos do país no motocross, ao lado de feras como Milton Chumbinho Becker, Moranguinho, Jorge Negretti e do saudoso Nivanor Bernardi. Não vence o Brasileiro desde 2011 e, caso consiga reinar outra vez, fará história como o maior retorno de um campeão - não disputa provas oficiais desde 2012. Cristiano volta com o número 26, o da sorte.

"Quero aproveitar ao máximo a minha volta e reviver grandes momentos da minha vida".

Desde os 15 anos

Ele começou em 1990, por influência do irmão e de um primo que já curtiam a pista de cross no Horto Florestal. Aos 15 anos foi logo para as 250cc, ainda motor dois tempos, dividindo o grid com Negretti, Eduardo Saçaki, Rogério Nogueira, Nuno Narezzi. Quer saber? Foi campeão Paulista. No Brasileira, Cristiano ganhou a primeira em 1994, na categoria 125cc. Pulou para as 250cc e brilhou mais que todos também em 1995 e 1997, indo e vencendo a MX3 de 2009 e 2011.O título mais festejado é o de 95, cravados três segundos, nas duas baterias, à frente de Rogério Nogueira, na casa dele, em Indaiatuba. E olha que cada bateria tinha 45 minutos, ou seja, 2.700 segundos cada para que alguém derrapasse, errasse um pulo ou a máquina falhasse. "É adrenalina pura", diz. E é isso que o faz retornar a carreira que deixou de lado após um tombo e com lesão em 2012. Foi na etapa de Canelinha, em Santa Catariana, pista que não figura na disputa este ano. Outro acidente marcante foi em 1992, em Mogi das Cruzes, que o tirou das corridas por um ano.

Sete projetos

Formado em administração de empresas e ex-dono de loja de motocicleta, o presidente do PSD em Jundiaí é vereador eleito pela primeira vez em 2016. Cristiano teve sete projetos aprovados na Câmara Municipal até agora, entre eles o de criação do Circuito do Eco Esporte Santa Clara. Não confirma se sairá como candidato a deputado estadual, mas existe a possibilidade - Rogério Nogueira, seu ex-rival de pistas, acelerou para a Assembleia Estadual há anos.

Na política ele entrou em 2003 a convite de Pedro Bigardi, que acabou de se desligar do PSD. Cristiano concorreu em 2008 como vice-prefeito do próprio Bigardi, sem sucesso. Também não se elegeu em 2012 a vereador, então pelo PCdoB, mas foi secretário de Esportes de Jundiaí a partir de 2013, quando o mesmo Bigardi chegou ao Paço Municipal. Sua paixão pelo motocross ficou evidente ao trazer para cá o Arena Cross, sucesso de público e evento sem continuidade desde a troca de governo. Também festejou a vitória da cidade nos Jogos Regionais em 2015.

É casado com Daniela Marchi Magalhães e pai de duas meninas, Luiza e Paula.

Batuqueiro da Bateria Azul e Branco do Clube Jundiaiense, Cristiano é fã do Carnaval do Tênis Clube, onde se reúne com os três irmãos.“A volta para as competições não vai afetar a vida política", assegura. Até porque as corridas são uma por mês, com exceção de setembro, duas e encerramento da temporada...

24/3 - Cornélio Procópio – PR
8/4 - Rancho Queimado – SC
6/5 - Fama/Alfenas – MG
10/6 - Tupaciguara – MG
8/7 - Nova Alvorada do Sul – MS
5/8 - Morrinhos – GO
2/9 - Extrema – MG
16/9 - Barretos – SP



Fotos: Divulgação - Michael Henrique/Maicuts, arquivo pessoal e JundiAqui
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