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Jundiaí brilha na uva de mesa do Brasil

Jundiaqui
12 de janeiro de 2020
Cidade é essencial no eixo que coloca São Paulo como segundo produtor de uvas de mesa do Brasil

José Arnaldo de Oliveira

A uva das propriedades rurais que você saboreia nesta época (principalmente a Niagara Rosada, que surgiu nessa cidade em 1933) coloca Jundiaí em uma posição de destaque nacional.

Nas uvas de mesa, o estado de São Paulo é hoje o segundo produtor nacional, atrás apenas de Pernambuco, que cresceu nas últimas décadas inclusive com a provável ajuda de técnicos jundiaienses.

No Estado de São Paulo, Jundiaí aparece no mais recente Censo Agropecuário do IBGE (2017) em quinto lugar, com 3,9 mil toneladas anuais.

Mas o chamado “eixo regional” da uva teria o primeiro lugar, com Indaiatuba (5,3k toneladas), Louveira (3,5k), Itupeva (2k), Jarinu (1k) e Itatiba (0,8k), superando São Miguel Arcanjo que tem 12,9 mil toneladas anuais, em parte também de produtores jundiaienses.

Esse ainda é o principal corredor produtivo da uva de mesa no Estado de São Paulo, que por sua vez é um dos maiores do Brasil. Mesmo isoladamente, Jundiaí se destaca como eco da sua marca de "Terra da Uva".

Quem é da cidade sabe que além dos sítios ainda é possível colher uva até em alguns quintais da área urbana.

Mas quem não é da cidade também sabe, cada vez mais, que essa cultura agrícola é também uma cultura humana – que vale muito para o turista. As adegas, as paisagens, as pessoas e os derivados como festas e vinhos são decorrentes disso – sendo seu ponto alto a Festa da Uva e a Expo Vinho, que acontecem de 16 de janeiro a 2 de fevereiro com atrações locais.

Com 30% da produção estadual nesse chamado “eixo regional (ou mais, considerando que segue por Elias Fausto e Porto Feliz), sendo 23,5% do eixo produzida em Jundiaí, a uva é parte também de uma paisagem que tem sido apoiada na cidade por programas locais como o embrião do pagamento de serviços ambientais e o subsídio ao seguro agrícola.

Quase 4 milhões de quilos das uvas de mesa de Jundiaí foram produzidas no mais recente Censo Agropecuário, há dois anos, gerando R$ 10 milhões para a economia local (sem incluir os derivados, os serviços ambientais ou o turismo).

Os números, entretanto, podem ser ainda maiores. O censo não considerou os estabelecimentos com produção muito pequena – nesse número selecionado pelo método, Jundiaí ficou em terceiro lugar estadual com 183, à frente de Indaiatuba com 179 e Louveira com 83. E o número de pés de uva ficou em segundo, com 2.154 pés. Tudo em apenas 804 hectares selecionados da área de produção.

É para saborear – e festejar - com orgulho esses produtores de sol, chuva e amor à terra.



Mapa: Reprodução/IBGE

Fotos: Edu Cerioni
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