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Colégio particular de Jundiaí volta às aulas, agora on-line, para mais de 1.000

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31 de março de 2020
Vale desde a Educação Infantil ao Ensino Médio, de segunda a sexta a partir das 7 horas; tem até simulado para o Enem

Edu Cerioni

Escolas e faculdades particulares estão criando alternativas para oferecer aulas on-line a seus alunos. O Colégio São Vicente de Paulo completa nesta segunda-feira (30) uma semana com atividades para seus mais de mil alunos em Jundiaí, das mais diferentes idades.

Luis Cláudio Tarallo, orientador da escola, conta que a boa aceitação dos alunos vem em uma crescente, à medida que a interação aumenta com os professores. "Tivemos essa primeira semana de adaptação e conforme passaram os dias deu para notar maior oferta de conteúdo e melhor resposta dos alunos e seus pais. Mesmos os adolescentes estão entendendo a situação e se esforçando muito, porque estão fazendo inclusive simulados para o Enem", conta Tarallo.

A oficial de Justiça Edimara Bianchin tem dois filhos no colégio e vê a medida como uma necessidade neste momento de pandemia por conta do coronavírus. "Se nada fosse feito, haveria um grande prejuízo tanto para a escola quanto para as crianças. Vejo essa como a única opção viável no momento em que estamos vivendo, em que a quarentena é fundamental para salvar vidas".

As aulas ocorrem no mesmo horário em que deveriam acontecer antes do fenômeno Covid-19. E a tecnologia ajuda bastante. "Há muita incerteza sobre o retorno às aulas presenciais", reconhece o orientador do São Vicente. Ele explica: "Começamos usando a plataforma Plural e os aplicativos dos Colégios Vicentinos para tentar oferecer uma rotina normal de aula e agora já estamos com o programa Hangout do Google, que permite aula ao vivo. Se a primeira aula, das 7 às 7h50, é de matemática, então o professor está on-line para passar o conteúdo, compartilhar conteúdos em power point, world, vídeos, dividindo a tela com o aluno que pode tirar dúvidas instantaneamente".

A escola assegura que aquele que perdeu uma aula ao vivo, poderá sanar dúvidas em uma próxima. "A ideia é que todos sejam atendidos em um momento de exceção que vivemos", completa Tarallo, que é também colunista do JundiAqui.

Edimara, a mãe de Cora Maria, 14 anos, e Caetano, 12, alerta: "Não acho que o aproveitamento das crianças seja 100%, porque em casa eles se distraem com outras coisas e fica mais complicado manter o foco nos estudos. Mas eu, como estou trabalhando em casa também, consigo acompanhar as tarefas e fazer com que concluam as aulas diariamente. Mas penso nas mães e pais que não podem fazer isso e mesmo quem não tem uma internet de boa qualidade acaba prejudicado".
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