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DIA DA MULHER \ A lição de Lucinha: como tornar melhor nossa Educação

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8 de março de 2018
Escritora e presidente do Clube da Lady comanda uma escola para 260 mil professores

Edu Cerioni

Lúcia Helena Andrade Gomes, a Lucinha tem certeza de que só a Educação poderá melhorar esse país. E essa professora de 61 anos faz sua parte melhorando a formação dos próprios professores, primeiro desafio para que tenhamos melhores alunos e, consequentemente, seres humanos.

A também advogada e escritora que é colunista do JundiAqui e preside o Clube da Lady de Jundiaí, coordena desde meados do ano passado a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo "Paulo Renato Costa Souza" (nome em homenagem ao ex-reitor da Unicamp). "Aceitei o convite do [José Renato] Nalini, nosso secretário estadual de Educação, como prêmio e um grande desafio que é a capacitação de mais de 230 mil professores do estado e outros 30 mil servidores".

Lucinha comanda uma equipe na Capital com cerca de 100 pessoas e lembra que a Escola de Formação investe na tecnologia, com a maioria dos cursos a distância e com webconferências e um acompanhamento que exige devolutiva do trabalho. "Somos um time de professores e pesquisadores qualificados e extremamente comprometidos com os resultados que vão melhorar a vida nas escolas para milhões de alunos", diz.

E ela revela uma novidade: há estudos para que a Escola de Formação passe a agregar também a rede pública dos municípios paulistas com  sua infraestrutura tecnológica, composta por ambiente virtual de aprendizagem e ferramentas de colaboração online e administrativas integradas.

Terceira geração

Lucinha vem de uma família de educadoras. Sua avó e também sua mãe foram do Magistério.

Minervina Sant’Anna Carneiro, mais conhecida como dona Iaiá, estudou em São Paulo, no famoso Colégio Caetano de Campos, e mudou-se para Lins. "Ia montada a cavalo para a escola onde lecionava", recorda Lucinha, emocionada por ter ido no dia 26 de fevereiro junto com Nalini para Lins entregar a reforma da escola que leva o nome da avó. "Minha mãe seguiu no mesmo esteio. A dona Laura também foi professora e chegou a diretora de escola e dirigente de ensino." Mãe e avó já são falecidas.

Em Jundiaí, Lucinha foi professora e diretora na rede municipal por 25 anos. Na Escola Alvarina Barbosa Martins, no Jardim Bonfiglioli, ficou 17 anos. Fundou a Associação Municipal de Educadores, em 1985, sendo sua presidente por dez anos.

Além de cuidar da criançada, também ajudou na formação de jovens e adultos. Lecionou na Faculdade Anchieta por 24 anos. Professora da graduação do curso de Pedagogia e Direito, escreveu um livro sobre monografias jurídicas. Outro é autora junto com a filha Marcela, professora da Universidade de Santa Catarina, e Antonio Carlos Malheiros, desembargador, e trata de uma reflexão do cotidiano escolar à luz do direito educacional.

Sua atenção agora é toda para o ensino fundamental: "O essencial é trabalharmos melhor as séries iniciais. Temos que preparar essa criançada, porque daí o futuro vai ser melhor. É investir na alfabetização verdadeira, para que leiam e entendam. É apostar na cidadania e tudo passa pelo professor."

Mulheres

Lucinha comanda festa do Dia Internacional da Mulher nesta noite de quinta-feira (8) no Casa Cica Bar e Cozinha, uma parceria do Clube da Lady com o JundiAqui e com convites já esgotados. Como sempre, uma ação que também envolve o lado solidário, porque serão arrecadados copos e outros descartáveis para o Instituto Luiz Braile.

A diretoria do Clube da Lady, que reúne mais de 400 associadas, faz um trabalho voluntário e que busca ajudar crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social.

"Somos um time que realiza sonhos, que acolhe aos necessitados, que leva afeto, que torna o mundo mais humano, menos egoísta, mais altruísta e solidário. Somos as ladies da terra de Petronilha!"

 
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