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Jundiaiense fala do medo que sentiu com terremoto no México

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20 de setembro de 2017
Gabriel Nunes conta sobre segundos que pareciam intermináveis de pânico coletivo

"Vivenciei nesta terça-feira (19) uma das experiências mais inacreditáveis da minha vida: um terremoto. Fiquei sem chão, literalmente. A sensação de impotência é fulminante. Não há o que fazer, só nos resta esperar a terra terminar de tremer. É ver tudo chacoalhando, sem poder fazer nada...

Estava saindo de um prédio comercial, de repente, do nada mesmo (até o alarme de sismos foi pego de surpresa), tudo começou a mexer. Um estrondo forte. As enormes portas de vidro do edifício pareciam de borracha e, sinceramente, não sei como não quebraram. Os gritos tomaram conta do lobby do prédio. Pessoas desesperadas correndo em direção à rua. Pânico coletivo. 

Sai correndo para rua também. Me deparei com uma cena de filme. Diversos celulares apontados para o céu, também coloquei o meu a postos, porque eu não conseguia acreditar. Postes balançando de um lado a outro, quase que dançando, luminárias dos prédios ao lado pareciam um ioiô. Inimaginável".


O relato é do jornalista Gabriel Nunes, que trabalhou no "Bom Dia Jundiaí" e hoje mora na Cidade do México. Foi o primeiro terremoto que encarou lá, porque no tremor de dez dias antes estava viajando.

Segundo Gabriel, "foram segundos que duraram uma eternidade. 19/09: mais uma vez o México chora por suas vítimas. 19/09: um dia para se esquecer".

Apesar do susto, ele e a noiva Gabriela Leão (foto abaixo) não têm planos de voltar ao Brasil por enquanto.



Muitos mortos

O terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça o centro do México. Os estragos e mortes ainda estão sendo levantados, mas ao menos 224 pessoas morreram — 86 delas na capital, onde vive o jundiaiense.

Com epicentro nos limites de Morelos e Puebla, fez desabar ao menos 40 edifícios, sendo duas escolas - numa delas, com 21 crianças mortas e outras 30 ainda desaparecidas.



Curiosamente, o terremoto ocorreu no mesmo dia em que, há 32 anos, houve a pior tragédia do México, um outro terremoto que deixou 10.000 mortos.

A dor da lembrança de 1985 é forte entre os mexicanos. Como ocorre em todo 19 de setembro, realizou-se uma simulação de evacuação na Cidade do México e duas horas após o teste, os alarmes sísmicos não soltaram o alerta, porque a maioria dos sensores está localizada em áreas costeiras, não no interior do país.



 

O México é um dos países que mais têm atividade sísmica no mundo. Seu território está no Círculo de Fogo do Pacífico. Essa grande área, que é altamente suscetível a terremotos, tem um formato de uma ferradura que liga a América e a Ásia. Está sob influência de cinco blocos sólidos que sustentam os oceanos e continentes, também conhecidos como placas tecnônicas.

Fotos: reprodução facebook

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