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Nas cercanias da praça da Sé

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11 de julho de 2017
Por Lúcia Helena Andrade Gomes

Na última quinta-feira (6), participei de uma Reunião da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-SP, na praça da Sé.

Finalizado o encontro, fui almoçar com uma amiga advogada e professora. Ao chegar, ela arguiu se eu tinha tempo disponível para irmos a um restaurante a pé; convite aceito de forma relutante por conta do salto, martírio feminino.

Inicialmente, adentramos a belíssima catedral da Sé, para agradecermos nossas vidas e pedirmos proteção para todos familiares e amigos.

Durante a nossa caminhada, esbarramos em pedaços de seres humanos, ou o que restou após uso de drogas. São cenas chocantes. Até onde vamos chegar neste precipício com uma corda tênue que prende o ser ao humano?

Respiro fundo e prosseguimos na rua Senador Feijó até o largo São Francisco, onde admiramos as arcadas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo! Sugeri almoçarmos no Itamaraty, mas minha amiga tinha outra sugestão...

Ao caminhar entre a multidão heterodoxa, sons múltiplos de ambulantes cruzados com o trânsito, ternos executivos e tailleur com rostos preocupados, homens e mulheres simples carregando nos semblantes a aridez da vida, escassa e árdua, descíamos da praça Patriarca rumo à Xavier de Toledo, ao famoso viaduto do Chá.

Neste burburinho, entremeado pelas nossas conversas e risos, fizemos breves paradas para observar as construções que saltam aos olhos como delirantes cartões postais.

A estas cenas cotidianas, regressei à década de 70, quando trabalhei como professora de português para estrangeiros e inglês na rua Barão de Itapetininga - um olhar retrospectivo e vejo a menina interiorana descobrindo a Pauliceia.

Eis que chegamos ao máximo da arquitetura: o Teatro Municipal. Fiquei sem fôlego e minha amiga Patricia convidou me: -vamos entrar?!

O Restaurante Santinho está dentro do Municipal! Não pude deixar de sentir o ar da Ópera em Paris!

No ambiente histórico, almoçamos cardápio requintado e nacional, respiramos cultura nos tetos e espiamos a miséria humana tão próxima, foi impossível ser completamente feliz.

Lúcia Helena Andrade Gomes é advogada e professora
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