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Novo site facilita doações para a Casa Transitória

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4 de dezembro de 2018
Instituição faz acolhimento de menores em risco social e precisa de ajuda para manter os cuidados

A Casa Transitória Nossa Senhora da Aparecida, que tem uma história de assistência aos menores que vem desde 1982, cria uma nova ferramenta pela internet que facilita a doação. Do mesmo modo em que busca arrecadar mais dinheiro, promove a transparência das contas, ao apresentar seus balanços financeiros, inclusive com cargos e salários de seus cerca de 50 colaboradores - a diretoria não tem remuneração, é voluntária.

O presidente Vicente Silva Gomes apresentou nesta terça-feira (4) o novo site www.casatransitoriajundiai.org.br em café da manhã no qual se homenageou com troféus três parceiros da Casa Transitória, Gebram Seguros, Associação Filantrópica Coruja e Associaçao Beneficente e Cultural de Jundiaí.

A casa abriga crianças e adolescentes de até 17 anos e 11 meses para cuidados 24 horas. Eles são encaminhados pela Vara da Infância e Juventude ou Conselho Tutelar para um período de até dois anos, prazo em que recebem atenção médica, estudam e fazem atividades esportivas e culturais. Os mais velhos têm ajuda para que entrem no mercado de trabalho. Para isso tem psicóloga, assistente social, cuidadores e outros funcionários. Ao mesmo tempo é feita uma ação junto à família para tentar evitar que esses menores sejam encaminhados para a adoção.

Convênio com a Prefeitura de Jundiaí assegura uma verba para a assistência parcial de até 40, mas a casa chega a abrigar 50 ou mais, dependendo da época. "O dinheiro do poder público banca cerca de 60% de nossos gastos, temos que correr atrás do restante. O bazar é uma boa fonte de renda, mas precisamos de doadores em dinheiro ou de prestadores de serviços voluntários", diz Vicente.

O caminho agora entre entidade e pessoas físicas ou jurídicas ficou menor, porque pelo site é possível se inscrever no Clube do Anjo Amigo, na Empresa Amiga, no Padrinho Legal e outros programas. "Está tudo explicado, facilitamos a vida de quem quer fazer o bem", diz Fernando Damasco, diretor da Casa Transitória e parceiro pela Gebram Seguros, inscrita no Empresa Amiga.

São duas unidades na mesma rua Dr. Carlos Salles Block, no Anhanagabaú, uma para os menores e outra para os adolescentes. "Mas não separamos no caso de irmãos", avisa Vicente. "E precisa ficar claro que não temos nada com Fundação Casa, não são menores infratores como alguns imaginam e sim os que estão em situação de risco dentro da própria família".

Os inscritos nos programas ganham agrados: pagam menos em festas promovidas pela instituição e também para o uso do salão de festa ou o de reunião que a Casa Transitória tem. Cabem até 400 pessoas confortavelmente e a localização no Anhangabaú é privilegiada.

Também o bazar vive de doações de roupas, brinquedos, móveis e outros em bom estado de conservação.



 

 

 

 

 

 
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