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Outubro Rosa na Ótica Di Fiori: informação salva vidas

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11 de outubro de 2019
Jornalista Doro Cunha enfrenta um câncer de mama e dá palestra que serve de alerta; dia 19 tem protesto nas ruas

A Ótica Di Fiori promoveu uma palestra para suas colaboradoras e clientes dentro da campanha do Outubro Rosa, que nasceu em 1990 nos Estados Unidos e chegou com força ao Brasil com o objetivo de estimular a participação popular na guerra ao câncer de mama, a doença que mais mata mulheres no país. E foi um alerta forte esse da jornalista Dorô Cunha, que enfrenta o mal que só em 2019 terá 60 mil novos casos diagnosticados, segundo estimativa das autoridades de saúde. E Doro deu o recado: informação é a principal arma que as mulheres podem ter.

"Quarenta e duas mulheres morrem ao dia no Brasil, assim enquanto convesamos aqui uma família vai estar sem mãe, alguém sem esposa... É fundamental a prevenção", avisa. E a prevenção passa pelo autoexame e especialmente pela mamografia anual para as que têm mais de 40 anos de idade.

São diferentes os fatores de risco e incluem não só a idade, mas primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filho, entre outros, especialmente histórico familiar. E é preciso rapidez em buscar ajuda médica quando os sintomas aparecem, que pode ser um nódulo ou algo que pareça diferente do tecido da mama e mesmo desconforto ou dor. No caso de Dorô, ela bateu o seio e foi ao médico, quando acabou diagnosticada com câncer. "E olha que tinha feito mamografia meses antes", lembra. "É preciso atenção com qualquer sinalzinho que seja".

Ela lembrou para Viviane Di Fiori e suas colaboradoras e clientes que a detecção quando a doença ainda não se manifestou é fundamental para um bom resultado. "Tratado ainda no começo, a maioria dos casos tem boa resposta".

Depois de ter ficado careca, a jornalista já ganhou cabelos e está curada, embora não tenha feito cirurgia de reconstrução das mamas que foram retiradas. Fez um total de 28 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia. "O pós é que te derruba, porque a reação é diferente a cada vez".

Questionada, lembrou que o vital para encarar a luta foi ter alguém a seu lado, no caso dela a mãe. "Aos 80 anos ela teve forças pra me levantar em todos os sentidos, físico e emocional". O pior momento de todos? "Não ter forças para ir ao casamento da minha única filha, isso doeu fundo". E ela tem uma certeza: "Colocar lacinho rosa no Face faz parte, mas não resolve. É por isso que convoco a todas e todos para uma manifestação na frente do Hospital Regional dia 19, às 10 horas".

Esse movimento que Dorô lidera é para exigir que o Hospital Regional também passe a fazer cirurgia de mama, que em Jundiaí são feitas no São Vicente e Hospital Universitário e que Dorô assegura terem fila de espera de 3 a 4 meses. "O câncer de mama não espera esse tempo todo pra matar".



 
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