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Um é Rolando e outro Francisco, mas pode chamar de Paipai Noel

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18 de dezembro de 2018
Eles estão habituados em fazer as vezes do bom velhinho, mas garantem que a cada ano é uma nova emoção

Glaucia Mazzei

Um fica no Cenário Encantado montado pela Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE Jundiaí) na Praça Governador Pedro de Toledo, em frente à Catedral. O outro está percorrendo bairros da cidade no Caminhão Encantado. Juntos, Rolando Carlos Caron, 66, e Francisco Luiz de Menezes Silva, 60, estão emocionando crianças e adultos como Papai Noel.

Rolando, o Papai Noel do Centro, assumiu o personagem pela primeira vez em 1982, para alegrar a confraternização da empresa onde trabalhava. Em 1985, a pedido de um colega, vestiu a roupa vermelha novamente e foi distribuir balas para as crianças do Jardim Novo Horizonte.

Nos anos seguintes fez algumas ações sociais como voluntário e desde 2013 aproveita o período de Natal para conseguir uma renda extra como Papai Noel. Já trabalhou no Shopping Paineiras, Astra e desde o início deste mês fica no Cenário Encantado das 14h às 21 durante até sexta, e das 9h às 16h no sábado, domingo e segunda (24).

Entre fotos, beijos e abraços, recebe também vários pedidos. “Meninas pedem aquela boneca Lol ou a Barbie. Já os mesmo pedem muito celular, tablete ou carrinho de controle remoto.” Mas o desejo das crianças vai além dos brinquedos. “Algumas só querem tirar foto, outras se entregam e fazem questão de me abraçar e beijar.”

Este carinho das crianças é o que mais emociona Francisco, o Papai Noel do Caminhão Encantado da ACE. “O amor que a gente recebe é sincero”, diz.

Francisco vestiu a roupa vermelha pela primeira vez em 2010, a convite do padrinho de casamento, Aristides Pretti, que também trabalha como Papai Noel há vários anos no Maxi Shopping e já não dava mais conta de atender a todos os trabalhos. “No ano seguinte decidi trabalhar como Papai Noel e fiquei em um shopping em Campinas.”

Logo no primeiro ano deparou-se com uma emocionante história, uma das mais marcantes de sua vida. Recebeu a cartinha de uma menina que pediu uma casinha da Barbie. Ela contava, na carta, que naquele ano não ganharia presente porque o pai havia abandonado a família após descobrir que a esposa estava com câncer. Após a mobilização do Papai Noel e de um segurança do shopping, Noel Francisco conseguiu entregar a boneca, cesta básica e dinheiro para a família pagar as contas atrasadas. “Quando cheguei na casa da garotinha, a mãe estava no portão, como se estivesse nos esperando. A menina estava lá dentro e tocava 'Ave Maria' no órgão. Não consegui parar de chorar.”

Francisco agora está rodando os bairros no Caminhão da ACE Jundiaí.  Nesta quarta, a partir das 14h, passa pela rua do Retiro, Retira, Vila Alvorada e Vila Esperia e por volta das 19h30 passa pelo Eloy Chaves. Na quinta o percurso é na região do Castanho e Jardim Santa Gertrudes. Neste bairro o Caminhão estaciona às 18h na rua Padre Norberto Mojota, 40.

 
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