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45 anos de amizade e bola cheia

Jundiaqui
30 de julho de 2018
Por Guaraci Alvarenga

Ano de 1973. A sede de campo do Clube Jundiaiense ainda caminhava para os áureos tempos de agora. Só existia um campo de futebol, sem iluminação. Jefferson Braencha, que carinhosamente atendia pelo apelido de Ratto, antevendo a necessidade de um espaço para reunir os boleiros cujas idades já pesavam sobre as pernas, fez nascer a Turma de Veteranos, até hoje unida e forte.

Abilio Vioto, Jogurta, Diomar, Orlandinho, Poy, Castro Siqueira, Santana, Jair Leopardi, Lelo Basile, Tito Meirelles, Perninha, Arcides Grossi, Irineu, Hélio Luis, Braulio Grizzo, Langela, Curi, Airton Preto, Luisinho de Freitas e o grande Tioca foram convocados para dar devoção e brilho ao grupo. O saudoso mestre Benoni Pires assumiu o comando técnico.

O tempo foi permitindo o ingresso de novos companheiros. O que o passado tem de bom, que o futuro talvez não tenha, é o dom de ser intocável. O grupo permanece fiel ao propósito de se manter unido, alimentando seus antigos sonhos de “craques”, dos jovens tempos, que por força do destino, ficou para trás.

Na verdade, tudo que o tempo poderia fazer pela maioria de nós, deles, e de mim, já fez. Não obstante, resta ainda, vez ou outra, no toque da bola, alguns lampejos dos tempos dourados...

Tem o grande Pascoal (3 vezes o melhor jogador do Desafio ao Galo, da antiga TV Record), a habilidade do Esquerda (Pizzaria Marguerita), o talento do Belini, o ala direita Orlandinho Nunciarone, o polivalente Vanoil (Passarela), o carrinho perfeito de Mauro Marques, sem esquecer do Kalaf, Matheus, Chiquinho, Don Contursi, Gilmar, Tisiu, Ienne e outros menos cotados.

Falo do garboso Nenê Cardoso (ex-Palmeiras) e do magistral Gil (ex-Corinthians), o melhor 10, e do Orides Russi, que continuam nos divertindo com o encantamento e as minúcias de suas jogadas, de quem foram mestres profissionais desta arte.

Neste domingo (29), comemoramos 45 anos ininterruptos de amor à bola. Mais de 80 participantes num torneio de congraçamento e amizade. Pitico, agora árbitro da FIFA, e o médico Vagner Vilela, aspirante, apitam, com a competência, os jogos de mata–mata. Quarante e cinco anos! No dizer do diretor de esportes Brito: este grupo é parte iluminada da história do Clube Jundiaiense.

O entusiasmo que ainda encerra em cada um, a maneira de envelhecer, sirva de exemplo aos mais jovens que estão chegando. Por certo, serão aprendizes do bom convívio e da amizade. Sim, o melhor patrimônio que se pode deixar.

Valho-me, agora, da reverência de reunir parte de personagens da minha própria vida afetiva. O transcorrer do tempo não os envelheceu. Ao contrário, os revitalizou. Continuam com o dom de sonhar. Permanecem amantes de uma paixão que jamais envelhece.

O velho calção, o velho par de meias e a velha chuteira ainda reluzem, quando entram em campo. O futebol de qualquer forma há de sempre os agradecer. E a bola, esta eterna namorada, jamais poderá se recusar em cair aos seus pés. Com emoção, um forte abraço!

Guaraci Alvarenga é advogado
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