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A casa da família Messina e a Cica

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25 de março de 2018
Por Vivaldo José Breternitz, do blogue Jundiahy Antiga
A Companhia Industrial de Conservas Alimentícias CICA, uma das maiores empresas do ramo alimentício do Brasil (se não a maior) começou a operar em 1941; foi produto da associação do banqueiro Alberto Bonfiglioli com as famílias Messina, Guerrazzi e Guzzo, entre outras. Em meados da década de 1990, foi vendida e, em 1998, a fábrica de Jundiaí foi fechada. 

Anexa à fábrica, foi construída uma casa que serviu de residência ao Comendador Antonino Messina, que ali residiu até sua morte, em meados dos anos 1960. Essa casa é descrita em um artigo bastante interessante, de autoria do arquiteto Eduardo Carlos Pereira e publicado na revista "Cidade, Patrimônio & História", edição de maio de 2016. A casa está na relação de bens do Inventário de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural e possui grau 1 de proteção, destinado aos bens  imóveis que possuem reconhecida importância histórica ou elevada qualidade arquitetônica.

O primeiro projeto da casa, construída por Giacomo Venchiarutti, em 1942, era bem menor do que o que se vê hoje. No pavimento térreo havia uma cozinha, uma copa, um dormitório para empregadas e uma sala de jantar. No pavimento superior existiam quatro quartos, um banheiro e um terraço. A reforma posterior aumentou consideravelmente a área da residência.

No pavimento térreo foram aumentados a cozinha, a copa e o terraço frontal, além de serem construídos uma grande sala, um quarto, banheiros, um hall e um grande terraço posterior. A área do pavimento passou para 310 m². No pavimento superior, um dos quartos foi aumentado, outro ganhou um terraço e os outros dois deram lugar à uma grande sala; foi também criado um corredor que dá acesso à dois quartos e um banheiro mais recentes. O pavimento passou a ter 200 m².









A localização da casa dentro do complexo CICA (anos 1960)

A casa tem algumas características bastante marcantes, como o painel de azulejos pintados à mão por Carlos Mancini em 1957, localizado na varanda posterior. Além desse painel, há outros elementos que podem ser considerados de  valor histórico, como o brasão da CICA na fachada, outro painel também pintado por Carlos Mancini, com a imagem do Santo Antônio e o portão social, trabalho de serralheria de alta qualidade.










Elevação atual da casa (acervo do arquiteto Eduardo C. Pereira)

A casa faz parte do imóvel hoje ocupado pela Telhanorte; espera-se que a ganância e a especulação imobiliária não impeçam sua manutenção e utilização como um dos ícones de nossa cidade.


Um pouco mais sobre a CICA pode ser visto aqui. 
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