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Catequista deixa lição de fé e sua visão da “Santa Ceia”

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11 de abril de 2018
Edwal Antônio Barbarini desenhou transformadores e ajudou a transformar vidas em JundiaíEdu Cerioni

Desde a infância, Edwal Antônio Barbarini mostrava sua vocação para os desenhos. Se destacava na turminha da escola e resolveu fazer desse dom uma profissão. Desenhou transformadores industriais por décadas seguidas e se despediu deixando como presente o quadro "Santa Ceia".

Apelidado de Sussu, morreu aos 80 anos no último dia 5, ganhando na despedida um coro visceral dos companheiros de catecumenato - vozes fortes como a fé que marcou a vida deste catequista.

De família católica, Edwal seguiu os passos do Caminho Neocatecumenal, do qual tornou-se catequista havia já quarenta anos, ajudando na formação cristã de gerações de jundiaienses.

Cumpriu todas as etapas de renovação do batismo, por isso foi enterrado vestindo uma roupa branca e levou sobre o caixão a palma da vitória. Disse adeus cercado de amigos da Igreja do Cruzeiro e Nova Jerusalém, para quem ele era um homem acima de tudo de fé inabalável.

Nascido em Jundiaí, Edwal viu os equipamentos que ajudou a desenhar na Tusa - Transformadores União S.A., depois vendida para a Siemens, se espalharem pelo Brasil e países vizinhos de América do Sul. Depois de aposentado, seguiu por algum tempo ainda ligado ao setor de geração de energia e era requisitado para ajudar na manutenção de antigas turbinas industriais e transformadores que ninguém mais sabia mexer.

Deixou o desenho técnico, mas não a prancheta. E se antes usava caneta bico de pena e o nanquim, também descobriu alegria nos pincéis e tintas. Pintava guardanapos de pano junto com o pessoal da Terceira Idade da Sobam e fazia dois cursos no Criju, o Centro de Referência do Idoso, no Complexo Argos: desenho livre e pintura. Realizou um sonho ao retratar a Santa Ceia. 

Ia para a Argos e a Sobam a pé - morou por muitos anos no Jardim Bonfiglioli e depois mudou-se para o Vianelo -, sempre com um vigor impressionante.

Ele festejou seus 80 anos em novembro passado e brindou com uma boa cachaça, bebida que apreciava. Foi casado com Cecília por 57 anos e tinha quatro filhos: Mônica, Edivânia, Estefânie e Jonathan, além de seis netos. Com o caçula e o neto mais novo, Ítalo, de 5 anos, passou os primeiros dias de abril na praia.

Estava com os exames médicos em dia e, por isso, sua morte foi uma triste surpresa para muita gente, por conta de uma bactéria.

A missa de sétimo dia será celebrada nesta noite de quarta-feira (11), a partir das 19 horas, na Igreja de Santo Antônio, de quem era devoto, no Anhangabaú.

 

 

 
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