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Cemitério para índios era para os lados da Serra do Japi

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19 de maio de 2017

Curiosidades marcam nossa história, como na época em que bixiguentos acabavam onde hoje é o Anhangabaú


Edu Cerioni


Hoje a cidade tem quatro cemitérios. Se não há divisão de quem pode ser enterrado aqui ou ali – embora a questão financeira pese - houve um tempo em que cada cor de pele definia o lugar de enterro da pessoa.


No passado, negros iam para um lado, índios para outros e assim por diante. São detalhes de uma época bem distante que vêm sendo resgatados graças a historiadores como João Borin e Roberto Franco Bueno.


Escravos eram enterrados onde hoje se vê a Câmara Municipal e o Teatro Polytheama, no Centro.


Já os índios todos iam parar na morte onde hoje há a região do Jardim Samambaia, vizinho da Malota, aos pés da Serra do Japi.


Quem morria com varíola também tinha que ser colocado em lugar especial. Os chamados bexiguentos, desta forma, eram levados para onde fica o Anhangabaú.


Já os corpos dos leprosos iam parar perto da Ponte de Campinas.



Os cemitérios de Jundiaí são o Nossa Senhora do Desterro (foto acima), com 11 mil sepulturas. No Nossa Senhora do Montenegro, na Vila São Paulo, são outros sete mil jazigos.


No primeiro estão esgotadas as vagas e no segundo existe apenas o que se chama de “reserva técnica”, ou seja, algumas opções que vão sendo ocupadas conforme a família de um morto necessita.


Há ainda o Parque dos Ipês, particular. O quarto cemitério foi inaugurado em 2016, o Memorial Parque da Paz, no Castanho.

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Por José Renato Nalini
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